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Mobilidade em zonas habitacionais

Augusto Mendes
Opinião \ terça-feira, dezembro 28, 2021
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A alteração do paradigma de mobilidade que todos nos teremos de habituar, faz com que algumas ruas da nossa freguesia estejam hoje desadequadas à sua envolvente.

Com o crescimento da oferta de habitação que a nossa Vila tem tido, que já começou talvez há mais de 40 anos, com a construção dos primeiros blocos de apartamentos que se concentraram numa primeira fase à volta do centro da Vila mas que, com o passar do tempo se alargaram e tornaram zonas que há não muito tempo eram zonas rurais e que são agora zonas populacionais importantes da nossa freguesia.

É claro também que este crescimento habitacional levou a um aumento demográfico muito forte. Mas temos de pensar, e é consensual, que na nossa freguesia há ainda um défice enorme de habitação pois o mercado está desequilibrado com muito mais procura do que oferta o que leva a que o preço neste momento, de compra e arrendamento, seja bastante alto e assim pouco acessível. Precisamos de mais habitação!

Este crescimento, e a alteração do paradigma de mobilidade que todos nos teremos de habituar, faz com que algumas ruas da nossa freguesia estejam hoje desadequadas à sua envolvente.

O caso mais flagrante é o da EN310, entre o pavilhão do CART e o Monte Álem, que vulgarmente chamamos “circular” mas que foi hoje engolida por prédios de habitação, comércio e serviços. Com o acesso aos empreendimentos, às zonas comerciais aí existentes e à escola EB 2,3, a estrutura daquela via está desadequada e deve ser intervencionada para se adequar a todas estas condicionantes. É em algumas zonas muito usada pelas pessoas para se deslocarem a pé e não tem condições para tal.

Outros dois casos que identifico, e que são muito similares, é a “Reta da Rabata” e a Rua da Santa Marta que nos liga à freguesia de Sande S.Lourenço. A intervenção nestas ruas deve obrigar a que a velocidade dos automóveis seja diminuída para que as pessoas se sintam mais seguras ao caminhar na via pública e no acesso às suas habitações. Esperamos que no caso da Rabata a construção da rotunda seja um começo para estas alterações.

Mas ao falar de mobilidade não posso deixar aqui de frisar que a nossa Vila está a dar passos para alterar hábitos e já começamos a ver algumas pessoas a usar meios de transporte alternativos.

Para finalizar sublinho a chegada dos transportes urbanos de Guimarães às Taipas a 1 de Janeiro, uma reivindicação antiga e que desejamos possa vir a ter a frequência e os horários planeados para que as pessoas possam alterar o seu meio de transporte.

[ndr] artigo originalmente publicado na edição de dezembro do Jornal Reflexo.