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Grandes Mulheres

Augusto Mendes
Opinião \ terça-feira, maio 19, 2020
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A coerência e o critério uniforme que tem sido seguido permite-nos a todos encarar o futuro com mais confiança e acreditar que “VAMOS TODOS FICAR BEM”.

Caro Leitor,

É, na minha opinião, da mais elementar justiça que nesta fase de pandemia por que passamos, use este espaço de opinião para agradecer o trabalho de duas grandes MULHERES que têm sido o rosto da luta contra o COVID 19 em Portugal: Marta Temido e Graça Freitas!

Duas MULHERES que desde a primeira hora têm mostrado uma força e uma garra que, aliadas à sua competência permite que fiquemos com a máxima informação para combater este vírus o que, dentro do possível, nos sossega um pouco.

Duas MULHERES que nos habituamos a ver durante 30 minutos na hora do almoço e que muitos julgam, injustamente, apenas por isso, não entendendo que essa deveria ser a menor das suas preocupações. Afinal a sua formação não é a de estar frente às câmaras mas sim na área da saúde. Mas mesmo aí têm sido umas heroínas! Temos assistido, não poucas vezes, nesses briefings diários a jornalistas com uma sede de polémica que não se ajusta a este momento que deveria ser de união. Apenas procuram a polémica e não a melhor forma de informação. Para esses quanto pior melhor para puderem ter sensacionalismo. Um tipo de jornalismo já há muito conhecido noutros países e que em Portugal tem ganho algum espaço nos últimos anos e do qual devo assumir que não gosto!

Mas não queria desviar o tema das duas grandes MULHERES que quero aqui destacar. Duas MULHERES que certamente além da preocupação com a pandemia que não lhe deve sair da cabeça 24h/24h terão ainda para se preocupar, e como todos sabemos bem a preocupação que é, com os seus familiares, com todos os problemas de gestão desta pandemia no dia-a-dia e com todos os problemas que já havia no pré-COVID 19 e que não desapareceram.

Mas centrando o seu trabalho no COVID 19 podemos afirmar que estão a fazer um grande trabalho! Conseguimos em Portugal o principal objetivo que era que o nosso SNS não entrasse em colapso nos Cuidados Intensivos. É verdade que para isso foram sacrificados outros serviços do quotidiano dos hospitais, mas se avaliarmos bem a situação foi a escolha certa. Caso o SNS entrasse em colapso esses serviços do quotidiano seriam sacrificados à mesma e as vítimas de COVID 19 iriam sofrer com consequências muito mais nefastas. Por isso afirmar que foi a opção correta!

É verdade que às vezes podemos ter opiniões discordantes em relação às opções tomadas, é legítimo, mas a coerência e o critério uniforme que tem sido seguido permite-nos a todos encarar o futuro com mais confiança e acreditar que “VAMOS TODOS FICAR BEM”.

Ficarei eternamente agradecido ao trabalho destas duas GRANDES MULHERES.

Obrigado!