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ECOVIA DO AVE – a sua importância

Natália Fernandes
Opinião \ sexta-feira, abril 02, 2021
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Este projecto tardou, e muito, atendendo a que Guimarães é dono de um Património Natural que não tem vindo a ser respeitado e protegido pelas entidades competentes, quer pela falta de fiscalização das sucessivas descargas poluentes, quer pela falta de limpeza e de tratamento do seu trajecto.

Temos em Guimarães um Património Natural de excelência – o Rio Ave.

Já iniciaram os trabalhos para a limpeza das margens do rio desde Serzedo até à UF de Arosa e Castelões, numa extensão que abrange 14 freguesias e uniões de freguesias, para a construção da Ecovia do Ave.

Neste percurso, com a limpeza das margens e terrenos contíguos, com a exposição desta beleza natural, a revitalização de muito património abandonado como açudes e moinhos, devolvem-se à população percursos que já existiam e promove-se a valorização de um Património Natural existente em Guimarães.

Este projecto tardou, e muito, atendendo a que Guimarães é dono de um Património Natural que não tem vindo a ser respeitado e protegido pelas entidades competentes, quer pela falta de fiscalização das sucessivas descargas poluentes, quer pela falta de limpeza e de tratamento do seu trajecto.

E como disse o Senhor Presidente da Câmara “este é um projecto de uma comunidade inteira que porá a cidade a abraçar o rio, até então de costas voltadas”. Ora não devíamos já estar de face voltada para o rio! A prova disso é a importância e relevância que está a ser dada, agora, à Ecovia e às freguesias e vilas que esta atravessa.

Foram alguns os presidentes de junta que, ao longo dos anos, se debateram com a importância do rio para as freguesias, vilas e para o concelho, com a exposição das suas margens e até mesmo para conquistar novamente praias fluviais, como já tivemos. Agora a Câmara tem de olhar para os presidentes de junta como recursos essenciais para a despoluição do rio. Tem de dar a relevância que os presidentes de junta são para a preservação do rio, até como fiscalizadores da poluição que existe constantemente no rio ave.

Desta forma, e com a exposição que a Ecovia traz ao rio Ave e a circulação constante nos seus caminhos, certamente será um prelúdio para que se consiga, definitivamente, resolver o grave e difícil problema da poluição do rio ave.  

Esperemos, também, que o Laboratório da Paisagem e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que estão a trabalhar neste projecto, se mantenham atentos, disponíveis e empenhados em continuar preservar o rio e as suas margens.

O Rio Ave pode e deve ser considerado, também, como uma opção turística, fazendo valorizar Guimarães não só pela cidade mas também pelas suas periferias, as freguesias. Temos um vasto Património Natural espalhado por todo o concelho, não podemos centrar a importância de Guimarães só na cidade.

A corroborar esta importância da Ecovia do Ave, vieram estes tempos de pandemia e de confinamento, onde foi exigido às pessoas uma mudança de estilo vida, tendo vindo a ser adoptado, cada vez, mais o exercício ao ar livre, as caminhadas, a exploração da natureza.

Compreende-se, por isto, a necessidade da realização deste projecto para a preservação, despoluição do Rio Ave, da promoção da sua biodiversidade, da recuperação e revitalização de muito património abandonado, e para a qualidade de vida que traz às gentes desta terra.