Vivemos num socialismo à portuguesa
O socialismo é conhecido no resto do mundo como uma ideologia, mas em Portugal é apenas uma forma de governar baseada no logro, na ilusão.
Crescimento económico medíocre ou inexistente, serviços públicos em ruptura e instituições públicas fragilizadas; É a isto que temos assistido nos últimos anos.
Nem nos anos em que tivemos a troika, o país viu-se a braços com serviços hospitalares, como maternidades e serviços de pediatria a encerrarem, ou em funcionamento rotativo, isto por falta de condições para os médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar; urgências a encerrarem como se de um serviço público dispensável se tratasse; professores em greve durante um ano letivo completo, com prejuízo para os alunos, sem perspetivas de uma melhoria do ensino público; os tribunais com queixas por falta de condições, e muitas outras situações que estão no limite das suas capacidades.
Quando o governo é confrontado com estas situações, a resposta é que o investimento na área da saúde, do ensino e da justiça supera o que alguma vez foi realizado.
Como podemos entender este antagonismo entre um maior investimento no serviço público e uma falta de qualidade, ou até privação, dos serviços?
A qualidade que este governo socialista acrescenta no serviço público é medíocre, sem condições, sem qualidade.
E não se percebe este acreditar da população neste poucochinho que o governo dá ao país.
Há algum tempo atrás assistimos a mais uma ilusão socialista, a apresentação do pacote de ajuda às famílias para combater a inflação, supostamente causada pela guerra na Ucrânia, mas logo percebemos que estamos perante mais um exercício de manipulação e populismo, bem ao estilo socialista.
Para exemplo desta manipulação, uma pessoa que ganhe 1500€ entrega todos os meses de IRS cerca de 250€ por mês, (agora menos um bocadinho). Para ajuda destas situações e combate à inflação, o governo atribuiu um apoio único de 125€.
O trabalhador não precisa de caridade do governo, precisa de condições para combater a inflação, ficando com um rendimento mensal disponível de forma a que consiga cobrir as despesas da sua vida corrente, despesas estas que todos os dias aumentam.
A política deste governo é uma política de dependência, criando “clientelas” e dando esmolas à população. O trabalhador não precisa disto, precisa de ficar com mais daquilo que ganha, principalmente nesta fase tão complicada com os preços e as taxas de juro a subirem abruptamente
E o que me incomoda mais é quando ouço os governantes, até locais, a gabarem-se que os apoios sociais são muitos, mais do que nos concelhos vizinhos. Isto quer dizer que há muita gente que precisa de apoio, que há muita pobreza. Isto é triste. Não é motivo de regozijo.
Ao invés de se criarem postos de trabalho, investimento, riqueza, criam-se dependências, para haver subordinação a um governo, e consequentemente irem amealhando votos.
Vivemos num país sem ambição, sem futuro.
O Partido Socialista está esgotado, sem ideias e sem rumo, arrastando consigo o país para um caminho cada vez mais insustentável.