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Uma visão alternativa e responsável

Sérgio Silva
Opinião \ quinta-feira, dezembro 18, 2025
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Com proximidade à população, [o PS] será uma oposição séria e responsável, não devendo ser força de bloqueio, mas também não devendo deixar de levantar questões, exigir respostas e propor soluções.

Na dimensão da política nacional, um dos temas centrais nas últimas semanas foi o Orçamento do Estado para 2026, de cuja aprovação podemos tirar uma conclusão: o Partido Socialista foi, mais uma vez, o garante da estabilidade política nacional, graças ao seu sentido de responsabilidade.

O PS deu, com a sua abstenção, um sinal muito claro de que, neste momento particularmente desafiador, é uma oposição responsável, séria e credível. Não se cometa, ainda assim, o erro de achar que isto foi um voto de confiança e de validação do orçamento, porque não foi. Este orçamento nunca seria do PS, porque não tem ambição, não consubstancia uma estratégia, não tem credibilidade e não melhora a vida dos jovens, dos mais velhos, das famílias e dos trabalhadores. Também por isso o PS apresentou e tem apresentado propostas concretas que possam responder aos desafios que considera fundamentais.

O PS tem sido, assim, uma oposição séria e responsável, contribuindo para a estabilidade política do país; mas também uma oposição credível, que se constitui como uma verdadeira alternativa à visão deste governo, apresentando propostas concretas que sejam sinais dessa mesma visão. Graças a esta forma de estar na oposição o PS está a reerguer-se e a recuperar, com a liderança de José Luís Carneiro, a confiança dos portugueses.

Poderá perguntar-se, caro leitor, por que motivo trago este tema ao centro da minha reflexão. A resposta é clara: à semelhança do que acontece a nível nacional, também em Guimarães, o PS se reerguerá. Com proximidade à população, será uma oposição séria e responsável, não devendo ser força de bloqueio, mas também não devendo deixar de levantar questões, exigir respostas e propor soluções.

Muitos refugiar-se-ão nos “36 anos” e outros dirão que “em 36 anos nada foi feito”. Para além de isto ser, em bom rigor, falacioso, convém que fique claro o seguinte: o PS prestou, em devido tempo, contas pela sua governação e pela visão que implementou no concelho. Agora é tempo de ser a oposição que referi. Ao PSD é que compete governar e prestar contas, honrando os compromissos e implementando a sua visão para o concelho. Destes primeiros tempos, há já alguns sinais daquilo que poderá ser uma nova visão – alguns deles positivos, como é o caso da transmissão das reuniões do executivo; outros, cujo verdadeiro impacto na visão que se tem para o concelho ainda não é possível avaliar, como é o caso das recentes nomeações para as cooperativas e empresas municipais.

Também nas Taipas, há compromissos que terão que ser honrados a breve prazo. Como sinalizou o Presidente da Junta numa entrevista recentemente dada, é urgente corrigir os “anticorpos” da obra da centralidade ou avançar com a obra da Rotunda da Rabata, esperando-se para isso apoio do Município. No final do dia, acima de tudo estará o superior interesse e a melhoria das condições de vida de todos os cidadãos.

Estando no final de 2025, agradeço a renovada confiança do Reflexo e desejo a todos os leitores um Feliz Natal!

 

ndr: texto publicado originalmente na edição de dezembro do jornal Reflexo