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Teatro amador

Alfredo Oliveira
Opinião \ quarta-feira, novembro 03, 2021
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No concelho que já foi o que mais grupos de teatro teve a nível distrital, teme-se que alguns dos existentes possam desaparecer, se nada se fizer para reverter a situação.

Antes de Ponte se afirmar com esse nome e como vila, Campelos era o centro da freguesia e a sua referência. Até aos anos noventa, talvez em resultado do centro industrial estar confinado a Campelos, este lugar fervilhava em termos associativos, com representações maiores a nível de futebol e do teatro.

O destaque desta edição centra-se no teatro, nos seus grupos mais representativos e para os seus dinamizadores.

Torna-se incontornável, sendo o assunto a atividade teatral, não nos referirmos ao Grupo de Teatro Amador de Campelos (GTA) e à Academia Recreativa e Cultural Amigos de Ponte (ARCAP), dois grupos que marcaram presença na Mostra de Amadores de Teatro que regressou no passado mês de outubro, ao Centro Cultural Vila Flor.

Vivendo momentos de maior expansão e outros de contração, estes dois grupos vivem intensamente a máxima de que o “teatro só existe com o público e por causa do público”. E é à volta desta questão que surge um dos maiores problemas destes grupos. Se em tempos existiam entidades que davam um apoio logístico, caso do Inatel que levava muitos grupos a atuar pelas freguesias, nos dias de hoje falha a existência de uma entidade que desempenhe esse papel. A Câmara, com alguns programas, caso do Excentricidades, também foi desempenhando esse papel. A Capital Europeia da Cultura também potenciou algo neste mundo artístico. No entanto, faltou o “lastro” e as dificuldades de programação são evidentes. Curiosamente, como os responsáveis destes grupos afirmam, nunca o concelho teve tantos espaços, no caso os “salões”, onde os grupos de teatro poderiam atuar caso fossem convidados pelas diferentes freguesias do concelho. Os encenadores deixam um apelo às juntas de freguesia, “deveriam entrar em contacto com os grupos de teatro amador, pois estes estão abertos a fazer teatro nas freguesias”.

No concelho que já foi o que mais grupos de teatro teve a nível distrital, teme-se que alguns dos existentes possam desaparecer, se nada se fizer para reverter a situação.

Fica ainda a abertura para os interessados na arte da representação. Se pretende juntar ao gosto da representação um bom espírito de convívio, não hesite, pois estes grupos fazem-se de homens e mulheres dos 15 aos 55 anos, que juntam advogados, engenheiros informáticos, engenheiros civis, trabalhadores fabris e empregados de loja, entre outros mesteres.

 

Sobe

Novo vereador taipense

Nelson Felgueiras, taipense, 31 anos, assumiu as suas funções, enquanto vereador, no novo executivo vimaranense saído das últimas eleições autárquicas.

Nelson Felgueiras fica com competências em Fiscalização, Contraordenações, Execuções Fiscais, Polícia Municipal e Desporto.

No final da primeira reunião de Câmara afirmou que partia para este mandato com o propósito de "servir o concelho e a cidade", trabalhando no sentido de "melhorar a qualidade de vida dos vimaranenses".

Que assim seja.

 

Desce

Obras no centro da vila

A requalificação do centro cívico das Taipas iniciou-se a 19 de outubro de 2020. Como é do domínio público, esta intervenção tem um custo de 4,7 milhões de euros mais IVA, tendo sido apontado, na altura da sua apresentação formal, um prazo de execução estimado de dois anos.

Completado um ano de intervenção, é evidente que esse prazo não será cumprido.

Se durante um ano as obras não saíram da Ribeira da Canhota, como será quando chegarem ao centro?