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Pe. João Felgueiras completa 100 anos de vida

Alfredo Oliveira
Opinião \ quarta-feira, junho 02, 2021
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Aos 100 anos de idade, a ação deste Jesuíta continua a ser uma “bandeira” de união entre os timorenses.

Por terras longínquas, do outro lado do mundo, vive um homem extraordinário. A 9 de junho deste ano, João Felgueiras completará 100 anos de vida. Nasceu na Casa da Seara em 1921. Foi ordenado sacerdote a 30 de julho de 1950 e, nas Taipas, teve a sua Missa Nova, a 13 de agosto de 1950.

Em janeiro de 1971, o Pe. João Felgueiras deixou o país e partiu, em missão, para Timor, terra que o acolheu como um dos seus e onde acaba de completar 50 anos da sua vida, sempre ao lado do povo timorense na sua luta pela independência. Passou por todos os momentos mais trágicos desse território, sempre presente, junto dos timorenses: o período do 25 de Abril de 1974 e a invasão indonésia no ano seguinte, o referendo de 1999 e a independência em 2002. Com 98 anos de idade regressou, mais uma vez, à sua terra natal, para, como diz, “recuperar um pouco as forças para voltar a Timor”, para continuar a ser uma “bandeira” de união entre os timorenses.

Aos 100 anos de idade, a ação deste Jesuíta continua a ser uma “bandeira” de união entre os timorenses.

João Felgueiras foi considerado uma das “Figuras do Século XX”, pelo jornal “Reflexo”, em 2000 e foi condecorado em 2002 como Grande Oficial da Ordem da Liberdade, pelo então presidente português, Jorge Sampaio, em reconhecimento da sua luta pela preservação da língua portuguesa em Timor-Leste. O próprio afirmou numa entrevista ao Reflexo, aquando da sua última visita a Portugal em 2019, “a língua portuguesa serviu de bandeira para manter a identidade de Timor”.

 

SOBE

Horta comunitária

São das tais medidas simples, mas que podem envolver as pessoas. Apesar de vivermos num espaço urbano (o tal segundo polo a seguir à cidade) a agricultura está presente neste meio. A horta comunitária recentemente inaugurado é um bom exemplo do que se pode fazer para cativar uma população mais urbana a mexer na terra.

Nem mesmo o facto de estar localizado no leito de cheia (o único senão), tira o mérito desta iniciativa.

 

DESCE

A pandemia e Champions

O governo português tem vindo a registar um comportamento demasiado errático na gestão da pandemia. A última situação, passada com a final da “Champions”, já não permite mais tolerância para com alguns ministros e para com alguns responsáveis na área da saúde.

As demissões em si, naturalmente não resolvem problemas passados, mas permitirão, pelo menos, que a população portuguesa possa encarar o futuro com outras certezas e não pense que o governo é forte com os fracos e fraco com os fortes.