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As Árvores da Discórdia

Vera Rosas Guimarães
Opinião \ quinta-feira, setembro 29, 2022
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Desde que me conheço, sempre foram objeto de acesa discussão. É necessário podar e tratar, é necessário remover uma ou outra, esta e aquela estão doentes…

Caldas das Taipas tem muitos encantos. Vila termal, cutelarias, o rio e, entre outras coisas, as suas árvores, os seus jardins.

Com todo o natural rebuliço, causado pelas obras de requalificação do Centro da Vila, todas as estruturas, muitos dos edifícios e as suas vias de comunicação, sofrem grandes alterações, ajustes.

O que também tem sofrido grandes alterações, tem sido o nosso espaço arbóreo, os nossos jardins. Taipas jardim, neste momento, apenas existe nas nossas memórias já que, quando olhamos pelas janelas, ou quando (tentamos) caminhar, somos deparados com um cenário de obras onde tudo se encontra revolvido.

Claro que se trata de uma situação especial. Uma aposta em transformar e renovar a nossa vila, para um regresso ao seu antigo esplendor.

Todos estes condicionamentos e, toda esta espectativa do que irá resultar desta pequena grande revolução nas Taipas, naturalmente, testam, diariamente, a paciência de todos os Taipenses.

Mas, como as melhores coisas da vida, geralmente, implicam um sacrifício inicial, “antes de ficar bom tem de piorar”, vamos aceitando esta situação na esperança de um “final feliz”.
Até aqui, nada disse de novo. O que gostava de salientar, são alguns procedimentos e comportamentos das diversas entidades envolvidas neste megaprojeto.
Com o trabalho das máquinas, as escavações, enfim, toda uma série de operações que esta obra implica obriga a que cada um dos envolvidos (do construtor ao autor do projeto, passando pela autarquia, engenheiros, etc.), tenha uma atuação correta e competente, condizente com a grandeza do projeto.

Os problemas acontecem e vão continuar a acontecer… normal. Necessário é que, os responsáveis envolvidos encarem e resolvam as situações com competência, seriedade e celeridade.
Senão, vejamos o exemplo das árvores da nossa vila. Desde que me conheço, sempre foram objeto de acesa discussão. É necessário podar e tratar, é necessário remover uma ou outra, esta e aquela estão doentes… enfim, uma discussão constante acerca do estado e da melhor maneira para cuidar do nosso espaço arbóreo.

Não sou nem mais nem menos que os outros, tal como eu todos sofrem desta situação. Gostava apenas de usar como exemplo, o que se passou na minha residência, em maio do corrente ano.
Como muitos souberam na altura, uma das árvores em frente ao edifício dos correios da vila caiu, violentamente, sobre a casa.
Num dia de temporal, outras árvores caíram em diferentes locais da vila.

Felizmente, ninguém ficou ferido, mas os danos materiais ainda foram significativos. O aparecimento dos bombeiros e da G.N.R. foi imediato, o mesmo acontecendo com diversos elementos da autarquia local.

Até aqui, tudo bem. A questão que coloco é, que de lá para cá ainda se discute responsabilidades, ainda se discute as causas do incidente.

Entretanto, passaram-se meses (com o tempo favorável aos reparos necessários), sem que o assunto se resolva.

Com este exemplo apenas pretendo alertar para uma situação que ouço discutir há mais de quarenta anos.

As nossas árvores, os nossos jardins são, na minha opinião, elementos fundamentais para o crescimento da nossa vila, mas têm de ser cuidados e tratados,

No caso particular das árvores, temos assistido, todos os anos, a quedas ou quebras que, até à data, creio que apenas provocaram danos materiais, mas a “sorte” não dura sempre.

Creio que, com elementos competentes na matéria, rigorosos e sérios, podemos estabelecer uma estratégia de proteção e renovação do nosso espaço arbóreo e dos nossos jardins.
Não querendo ser injusta com o que já se fez ou se planeia fazer, apenas desejo que se discuta bastante sobre o assunto, mas que, definitivamente, se avance com soluções dignas daquilo que queremos para a nossa vila!