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O S. Pedro nas Taipas une gerações

Vera Rosas Guimarães
Opinião \ sábado, julho 03, 2021
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Enquanto aguardamos por dias melhores, resta-me recordar com nostalgia as tradições tão “nossas” que se repetiam ano após ano. Desde as famosas farturas aos carrinhos de choque e restantes diversões.

Porque recordar, é viver... todos os anos nesta altura, a vila das Taipas, por norma pacata, ganhava vida. Dias estes que ansiávamos as noites/dias das festas do S. Pedro.

Festas estas que, apesar do teor e componente religiosa, envolviam bastantes atividades, sendo elas de diferentes teores e de uma abrangência geral.

Chegam as roulottes, vão-se instalando pela vila, e todos os transtornos causados pelas mesmas são esquecidos por um bem maior.

Se atualmente não temos um S. Pedro de outrora, infelizmente pelas razões óbvias, atípicas em que vivemos, façamos deste interregno forçado momentos de consciencialização e de cuidados redobrados para que, num futuro próximo, voltemos às originais festas da nossa vila.

Enquanto aguardamos por dias melhores, resta-me recordar com nostalgia as tradições tão “nossas” que se repetiam ano após ano. Desde as famosas farturas aos carrinhos de choque, aviões e restantes diversões.

A incomparável e única tendinha da pesca da “Aninhas Velhinha” onde recebíamos prémios fabulosos como, por exemplo, fronhas e naprons rendilhados, talheres, muitos talheres, (descasados sempre), saca-rolhas e abre cápsulas de empresas e clubes de futebol, “vasos rascados” de diversas cores e feitios e muitas outras coisas.

Os prémios não eram de todo os mais apelativos ou adequados aos olhos de uma criança mas, mesmo assim, a emoção que se criava de cada vez que pescávamos um papelinho numerado era única!

Hoje, adulta me confesso, ainda me deslumbro com este momento. Sinto que neste aspeto não cresci. E essa é a magia da coisa.

Outro dos momentos auge das festas, para mim, é o das atuações das bandas de música. Além da banda das Taipas, juntam-se as bandas das terras vizinhas em que tocam ao despique e brilham.

Por falar em despique, não pode faltar a” guerra fria” (saudável), que se vem a repetir de ano após ano, e que junta centenas de pessoas: “Manel dos Boémios” versus Zé Amaro”.

Com a evolução dos tempos, temos tido na programação de festas concertos de grupos de renome assim como nos últimos anos num dos locais emblemáticos das Taipas, nas piscinas, a chamada “After Hours” do qual os Taipenses e visitantes se reunem para ouvir boa música e beber o “copo da saída”.

Fui falando, de forma avulsa, da vivencia que tive do S. Pedro.

Com certeza de que, quem esta a ler este artigo, se revê, de uma forma ou outra. O S. Pedro das Taipas une gerações, une freguesias. Foi uma festa de referência e, apesar de tudo, gosto e quero acreditar que o continuará a ser.