05 dezembro 2021 \ Caldas das Taipas
tempo
18 ºC
pesquisa

Como viver as eleições autárquicas!

Vera Rosas Guimarães
Opinião \ sexta-feira, setembro 24, 2021
© Direitos reservados
As eleições, deveriam ser momentos de balanço, análise, propostas de melhoramento e/ou correcção, novas ideias e, principalmente, debate e discussão sobre formas diferentes de encarar novos mandatos.

Vejo, as eleições em geral, como uma oportunidade de aproximação entre o cidadão comum e os políticos.

A meu ver, impera a ideia de que cidadãos e políticos se encontram em “lados diferentes da barricada”. Nada mais errado!

Nestas eleições (autárquicas) em particular, existe uma proximidade entre político e cidadão especial.

Os candidatos não são pessoas distantes de quem ouvimos falar na comunicação social (com é, por vezes, o caso dos candidatos das legislativas ou europeias. São nossos antigos colegas de escola, são nossos colegas de trabalho, são pessoas com quem diariamente tomamos o pequeno-almoço ou um simples café.

Não deve ser do  interesse dos candidatos ou dos cidadãos criar barreiras ou distanciamentos.

A responsabilidade da dinâmica de comunicação e interacção entre eleitor/ candidato pode começar no candidato. É ele que deve responder pelo que fez (no caso de estar a recandidatar se) ou pelas novas propostas/ alternativas (no caso de se apresentar como alternativa/ novo projecto). Mas esta responsabilidade tem dois sentidos.

O eleitor/ cidadão pode e deve ter uma participação mais activa, quer na opinião em relação às propostas apresentadas pelos candidatos, quer na apresentação de questões / soluções relacionadas com os problemas da rua, da vila ou mesmo do concelho a que pertence.

Meios para esta “aproximação” existem. Podemos falar das assembleias (de freguesia ou municipais), onde, para alem de termos contacto directo com a evolução das diversas situações da nossa vila/ município, temos também espaço para colocar as nossas próprias questões.

Existem, também, formas directas de abordar os autarcas (marcação de reuniões, etc,).

Todos nós nos preocupamos com a nossa vila/ concelho. Todos nós reclamamos de situações que não concordamos mas, na maior parte das vezes, ficamos limitados às discussões nos cafés entre amigos.

Todo este debate, toda esta informação, toda esta dinâmica, deve permitir ao cidadão /eleitor exercer o direito de voto em consciência e com a sua opinião devidamente formada.

Independentemente da ideologia/côr política o cidadão deve exercer o seu direito de reclamação, reivindicação mas também o seu dever de participação activa quer no exercício de voto, quer no cumprimento dos seus deveres de cidadania.

Claro que tudo isto só faz sentido com o respeito da pluridade/diversidade de opinião de cada um.

Ideias diferentes ou contrárias não deveriam ser sinónimo de confronto ou “agressão”, deve ser sim, motivo para enriquecimento das prespectivas de cada um  para chegarmos a conclusões mais assertivas e completas.

Temos as eleições à porta, uma oportunidade para intervirmos no destino das nossas freguesias. Mas, independentemente dos resultados, devemos continuar nos restantes dias a acompanhar e participar sempre que possível naquilo que é, nada mais nada menos, a construção do nosso futuro.