A falta de cumprimento duma promessa ao CART
Hoje, que o nosso país viu consagrada a modalidade de pavilhão de Andebol ao atingir um inimaginável 4º lugar no Campeonato Mundial Masculino, apenas tendo perdido para as 2 melhores selecções mundiais de sempre, a Dinamarca e a França, com os gauleses por apenas 1 golo e no último ½ minuto, a par do Presidente da Federação de Andebol ser meu amigo, o Luís Miguel Laranjeiro, que na qualidade de assessor intercedeu pelo CART junto do Primeiro Ministro, António Guterres adquirindo o Estatuto de Utilidade Pública em 10/07/2000, e do Secretário de Estado do Ordenamento do Território, Pedro Silva Pereira na obtenção do Despacho de Aprovação contemplando a Comparticipação financeira Estatal de 100 mil Contos=500 mil Euros para a conclusão da construção do Pavilhão de 2 naves, uma para o Hóquei e Modalidades Diversas, e outra para o Voleibol, além de Sede Social em 25/07/2000, cujo Protocolo do Financiamento Estatal foi outorgado na cidade do Porto, na sede da então CCDRN no dia 02/10/2000, num processo administrativo de candidatura do CART começado em 05/04/1999 com a candidatura ao apoio financeiro do Estado para a construção de instalações desportivas à DGOTDU – Direcção Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano, da Secretaria de Estado da Administração Local e do Ordenamento do Território, do Ministério do Planeamento, Administração do Território e do Ambiente.
A construção do Pavilhão do CART iniciou em 03/10/1999 com o desaterro e desbaste de rocha e a construção do edifício em 02/01/2000 no Pinhel do Lugar da Charneca da vila de Caldas das Taipas sob Licença de Construção nº 1618/99 de 01/10/1999.
O terreno de implantação fora uma cedência do empreendedor imobiliário Snr. Manuel Marques quando da construção dos arruamentos do Loteamento do Pinhel para 36 lotes habitacionais, ao ceder à Câmara de Guimarães 3.110 m2 para a edificação duma Escola, 2.752 m2 para a construção dum Pavilhão e 1.098 m2 para Estacionamento do Pavilhão, quando lhe foi concedido o Alvará de Loteamento nº 27/83 de 11/08/1983 da Câmara de Guimarães a quem lhes cedeu com fim específico e servir a população, por isso 6.958 m2.
Para a construção do Pavilhão do CART, a Câmara acaba por ceder a esta associação em vez dos 3.110 + 1.098 m2=4.208 m2, apenas 3.848 m2, numa escritura de Direito de Superfície outorgada em 04/05/1998.
A construção do polidesportivo de 2 pavilhões, um para a prática do Hóquei em Patins e Outras Modalidades de exigência para jogos de 40 x 20 metros, e outro pavilhão para a modalidade de Voleibol, conforme Projecto e Licença Camarária, e que fora garantida com o financiamento de 100 mil contos pelo Estado Português em 02/10/2000.
Polidesportivo do CART: à esquerda sede social e balneários, ao centro pavilhão do hóquei e à direita pavilhão do voleibol
Quando já estava em edificação a parte do grosso do prédio, esta foi objecto dum interregno de modo a dar satisfação a diversas exigências do Estado, que o IND Instituto Nacional dos Desportos já tinha feito à CMG, e, esta não observara antes do licenciamento de 01/10/1999, obrigando o CART à entrega de diversas peças suplementares de arquitectura e de engenharia na CMG e ao IND, num processo demorado que se impunha para obter os indicados 100 mil contos.
Até que a Direcção do CART se apercebe da intenção da Câmara lhe expropriar o uma parcela de 511 m2, no sítio da implantação do pavilhão para o Voleibol, de ali fazer passar a Variante à Vila, já depois de ter concedido ao CART a licença de construção num manifesto erro camarário.
A direcção do CART pede uma reunião ao Presidente da Câmara para lhe dar nota de que tal não podia acontecer, pois além do Polidesportivo já estar licenciado e em construção, não haveria espaço de deslocalizar o pavilhão do Voleibol, pois não caberia sequer no diminuto terreno de estacionamento como sugerira a CMG.
A reunião aconteceu com o Vice-Presidente camarário Snr. António Castro em 12/09/2001, que teimou em não aceitar a deslocalização da variante uns metros mais a Norte de modo a permitir a construção do 2º pavilhão. e, prometeu nessa reunião uma contrapartida pela iminente perda do pavilhão do Voleibol licenciado e com comparticipação garantida do Estado para o seu custeio, disse ele que seria atenuada mais tarde com a construção dum novo pavilhão em sítio a definir, numa atitude que a direcção do CART percebeu seria em dia de São Nunca à Tarde, mais um dos motivos que levou à substituição da direcção do clube.
E, foi o que aconteceu, ainda hoje o CART apenas tem um pavilhão, onde se obriga a nele desenvolver as actividades para os seus diversos escalões nas modalidades de Hóquei em Patins, de Patinagem, de Voleibol e de Judo, não sobrando horas nem espaço para mais nada.
Impõe-se, por isso, o cumprimento da promessa que já leva 23 anos por parte da Câmara Municipal de Guimarães, a da construção dum 2º pavilhão para honrar com os seus compromissos, e, para nele, o CART dar cumprimento ao requerimento que fizera ao Estado em 05/04/1999 a de implementar a prática de Andebol que agora terá mais uma justificação, dada a maior e inevitável procura dos jovens para a prática desta modalidade.
Caldas das Taipas, 2 de Fevereiro de 2025 quando conquistamos o 4º Lugar no Mundial de Andebol Masculino
[Conteúdo publicado originalmente na edição de Março 2025 do jornal Reflexo]
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