19 janeiro 2022 \ Caldas das Taipas
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Mais de um terço da população das Taipas tem ensino superior ou secundário

Tiago Dias
Educacao \ segunda-feira, janeiro 03, 2022
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A proporção de taipenses com pelo menos o 12.º ano é de 36,3%. De resto, a tendência a norte segue a de todo o concelho de Guimarães, com a percentagem de habitantes até ao 3.º ciclo a diminuir.

A vila de Caldas das Taipas alberga 2.289 pessoas com o Ensino Superior ou o Ensino Secundário, atestam os dados do Censos 2021, compilados pelo Reflexo.

Esse número traduz um aumento de 71% face ao grupo que tinha esses níveis de ensino completos há 10 anos e acompanha o crescimento da população total da freguesia – 10,2%, rumo aos 6.304 habitantes.

Os cidadãos com 12.º ano ou licenciatura, mestrado ou doutoramento perfazem agora 36,3% dos habitantes, quando, em 2011, se ficavam pelos 23,4%.

 

 

Das 12 freguesias e uniões cobertas pelo Reflexo no norte do concelho, Caldelas é a que apresenta as proporções mais elevadas de habitantes com Ensino Superior – 15,2% do total, a oitava de todo o território de Guimarães – e com Ensino Secundário – 21,1%, a sexta de todo o município.

Quanto à frequência de habitantes com canudo, as freguesias que se seguem são as outras duas vilas a norte – Ponte tem 775 habitantes com essa habilitação (11,6% do total) e Brito tem 500 (10,5%). Os rácios mais baixos de cidadãos com ensino universitário ou politécnico encontram-se na União de Freguesias (UF) de Souto São Salvador, Souto Santa Maria e Gondomar – 129 pessoas, que correspondem a 6,3% -, seguindo-se a UF de Briteiros Santa Leocádia e Briteiros São Salvador (6,7%) e a freguesia de Longos (8,1%).

O maior crescimento de população com ensino superior verificou-se em Prazins Santa Eufémia, a freguesia menos habitada – 1.267 pessoas -, que passou a ter 121 pessoas nesse nível após um crescimento de 146,9%. O segundo maior crescimento foi o de Longos: os cidadãos com ensino superior duplicaram de 54 para 108.

 

 

Quanto ao Ensino Secundário, também são as outras vilas que acompanham mais de perto a proporção das Taipas, com Barco a intrometer-se – Ponte tem 20,8% da população com o 12.º ano, enquanto a freguesia que alberga a capela de Nossa Senhora dos Remédios tem 19,8% e Brito 19,6%. A proporção mais baixa encontra-se de novo na UF de Soutos e Gondomar (15,9%).

Já o crescimento fez-se sentir principalmente nas autarquias menos populosas: a UF de Briteiros São Salvador e Briteiros Santa Leocádia passou a ter 287 habitantes nessa condição, após um crescimento de 133,3%, tendo-se seguido Prazins Santa Eufémia (115,2%) e a UF de Soutos e Gondomar (103,1%). O crescimento mais baixo verificou-se em Sande São Martinho; a freguesia que mais gente perdeu no norte do concelho – 293 pessoas, que equivalem a 11,6% - tem 409 habitantes com o 12.º ano concluído, depois de um aumento de 47,1%.

 

 

População até ao 9.º ano decresce. Taipas e Soutos e Gondomar são exceções

Com a qualificação crescente das gerações que emergem, há cada vez menos pessoas com ensino completo até ao 9.º ano, e o norte de Guimarães não é exceção. A população com 1.º, 2.º ou 3.º ciclo completos, ou até sem qualquer escolaridade, desceu 16,1% nas 12 freguesias ao longo da última década: em 2011 havia 28.992 habitantes nessa condição e agora há 24320.

As quebras mais acentuadas verificaram-se na população sem qualquer grau de ensino concluído – baixou 29,5% - e no 2.º Ciclo, que passou a ser de 5.114 habitantes, após um decréscimo de 19,1%.

À semelhança de todo o concelho, mais de um quarto da população das 12 autarquias só tem o 1.º ciclo – são 8.966 pessoas, correspondentes a 25,8% do total. A população com este nível de ensino caiu em todas as freguesias, à exceção de Caldelas. Na vila das Taipas, há 1.426 pessoas com o 4.º ano, mais seis do que em 2011 (subida de 0,4%). É um facto que vai contra a tendência geral e que se enquadra no crescimento de 80% da população acima dos 65 anos.

Quanto ao 3.º ciclo, a população caiu 7,4%, com a UF de Soutos e Gondomar a constituir a exceção neste caso: o número de pessoas com o 9.º ano subiu de 312 para 314 entre 2011 e 2021.