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Caminhos para o desenvolvimento económico

Manuel Ribeiro
Opinião \ sábado, novembro 11, 2023
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É possível viver num concelho melhor desde que os vimaranenses o queiram, libertando-se de um marasmo de política municipal que adormece os vimaranenses.

Na crónica do mês passado, escrevi sobre a relação alérgica entre o Partido Socialista e o desenvolvimento económico bem como a falta de visão para a construção de infra estruturas necessárias de futuro.

O PSD não se limita a fazer o diagnóstico do que está mal feito, do que não se fez e do que há para fazer.

Nesse posicionamento construtivo que se deve exigir a um partido de poder, O PSD apresentou propostas para uma nova política económica do concelho.

Tendo como ponto de partida que o município é um sujeito importante na transição e promoção do desenvolvimento económico do concelho,

Dentro dessas medidas, a primeira seria a definição de um Plano Estratégico para o Desenvolvimento Económico que respondesse ao apoio às indústrias tradicionais; à diversificação da economia; aumentar a competitividade do concelho de modo a colocá-lo no radar do investimento nacional e internacional; e incentivar o empreendedorismo, incorporara a inovação e o conhecimento produzido nas instituições de ensino nas empresas e fixar talento.

A elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico é uma urgência a par da criação de uma Agência para o desenvolvimento económico, dotada de recursos técnicos e humanos especializados.

Com isso criado, passaríamos para a concretização assente em dez eixos prioritários:

 

  1. Ramo das indústrias e sectores tradicionais: apoiar as empresas implantadas em Guimarães a fortalecer os seus negócios, a competitividade, inovação e internacionalização.
  2. Diversificação económica: e captação de investimento: Objetivo: Colocar Guimarães no radar nacional / internacional do investimento, diversificar a economia local e reduzir a exposição aos sectores tradicionais;
  3. Inovação, talento e empreendedorismo: Promover a Inovação, o Empreendedorismo e facilitar a transferência de conhecimento científico e tecnológico produzido nos nossos centros de conhecimento e investigação (particularmente na UM) para as empresas
  4. Turismo: Relançamento do Turismo, aumentar o número de visitantes e a estadia média de cada visitante em Guimarães;
  5. Comércio Tradicional: Criar condições de contexto que promovam a atratividade da cidade e suas principais zonas comerciais, aumentando o número de pessoas em circulação, para que o Comércio Tradicional possa ver fortalecida a sua actividade.
  6. Agricultura e mundo rural: Objetivo: Desenvolver a atividade agrícola e as atividades económicas associadas à valorização do Mundo Rural e suas tradições.
  7. Fiscalidade: Objetivo: Adotar uma política fiscal que transforme Guimarães num concelho fiscalmente amigo do investimento (IDE, investimento nacional e investimento das empresas locais na expansão dos seus negócios) e da fixação de talento;
  8. Infraestruturas: Objetivo: Criação de Infraestruturas de suporte correspondentes a esta nova ambição de crescimento económico
  9. Formação: Objetivo: Garantir a formação de quadros técnicos médios e superiores para dar resposta à procura do mercado, em particular à reconversão da economia local e dos novos setores de atividade.
  10. Serviços Públicos: Objetivo: Afirmar Guimarães como um exemplo internacional de Cidade Inteligente e de utilização das tecnologias ao serviço da eficiência dos serviços públicos municipais.

 

Por cada um dos eixos, existem medidas que os concretizam e que tornam possível atingir os objectivos.

Essas medidas, pela sua extensão e número serão tratadas na crónica do próximo mês.

É possível viver num concelho melhor desde que os vimaranenses o queiram, libertando-se de um marasmo de política municipal que adormece os vimaranenses.

É necessário acordar para uma nova realidade que a todos os níveis é necessária.