Guimarães não pode continuar a esperar
Há alguns anos que escrevo sobre Guimarães. Antes de estar sentado numa cadeira da Câmara, já percorria as ruas, as freguesias e os problemas desta terra. Escrevi sobre trânsito, obras, transportes, portagens, habitação, comércio, cultura, Gualterianas e sobre aquilo que significa ser vimaranense. Apesar dos temas mudarem, há uma ideia que permanece: Guimarães não pode continuar a adiar as soluções para os problemas.
Em 2023, escrevi sobre mobilidade e sobre a necessidade de ligar melhor Guimarães, Braga e o norte do concelho. Vieram depois os textos sobre as obras, o tempo perdido no trânsito, sendo que Guimarães é um “top3” nacional, e a necessidade de aproximar as freguesias do centro sem obrigar todos a atravessar o centro, através da Via Circular Externa de Guimarães, pensada como uma solução para retirar trânsito do centro e, reitero, aproximar as freguesias.
Em 2025, voltei ao tema com propostas concretas: aproveitar melhor a rede existente, melhorar as ligações entre estradas nacionais, concluir o acesso à A11, em Brito, e acabar com o absurdo de pagar portagens para fazer deslocações que ligam freguesia do concelho.
Mas Guimarães é muito mais do que mobilidade.
Escrevi sobre a necessidade das Gualterianas recuperarem a sua força, sobre o potencial das nossas freguesias e sobre a importância de valorizar quem, todos os dias, coloca Guimarães no mapa. Escrevi sobre o Vitória, enorme embaixador da nossa terra, e sobre a importância de sermos nós a contar a nossa história.
Abordei também o tema da habitação e a necessidade de garantir que os apoios públicos cheguem a quem realmente precisa, com transparência, justiça e fiscalização, porque dinheiro público não é dinheiro de ninguém: é dinheiro de todos nós.
E escrevi sobre política, sobre décadas de governação e sobre a necessidade de uma alternativa. Em 2025, essa vontade deixou de ser apenas opinião. Transformou-se num projeto político e, depois das eleições, numa representação na Câmara Municipal.
Hoje, enquanto vereador, continuo a olhar para Guimarães com a mesma exigência. A diferença é que agora existe uma responsabilidade acrescida: represento milhares de Vimaranenses que confiaram no nosso projecto, nas nossas ideias, na nossa capacidade de promover a mudança.
E agora somos oposição. E o que é ser oposição? Não é ser contra tudo ou ser contra só porque sim. É não aceitar que a falta de coragem seja confundida com prudência, nem que a demora seja confundida com planeamento.
Guimarães tem história, património, empresas, associações, freguesias, talento e, acima de tudo, pessoas, orgulhosos vimaranenses. O que muitas vezes falta não é capacidade, apenas ambição.
Continuarei a defender Guimarães com mais vida, mais mobilidade, mais oportunidades e mais orgulho naquilo que é nosso.
Porque uma cidade que espera demasiado tempo pelas soluções acaba por transformar os seus problemas em rotina, e disso já tivemos décadas!
Guimarães não nasceu para se conformar!