Coerência não se negoceia
Nove meses depois da tomada de posse dos órgãos autárquicos, o CHEGA já se afirmou como uma força política incontornável em Guimarães. Em várias freguesias conquistou representação relevante e, na Assembleia Municipal, tornou-se decisivo nas votações. É importante que percebam que num universo de 111 elementos, e tendo o PS 52 e a Coligação “Juntos por Guimarães” 50, os 6 eleitos do Chega são o garante da decisão de aprovação ou rejeição das medidas fraturantes. Esse crescimento trouxe também uma realidade curiosa: aqueles que antes procuravam isolar o CHEGA são agora os primeiros a procurar os seus votos quando lhes convém.
Foi isso que aconteceu em Fermentões. O Partido Socialista voltou a tentar viabilizar o seu executivo, e não se escusou de procurar o apoio do CHEGA. O mesmo PS que recusou uma mesa plural na Assembleia Municipal por incluir o CHEGA, o mesmo que promoveu a sua exclusão de espaços de debate e de representação institucional, deixou subitamente de ver qualquer problema em depender dos nossos votos.
A nossa resposta foi a mesma de sempre: coerência. O CHEGA não passa cheques em branco nem viabiliza governações socialistas. Outra coisa, bem diferente, é analisar cada proposta pelo seu mérito. Sempre que uma medida beneficiar os vimaranenses, terá o nosso sentido de responsabilidade, independentemente da sua origem partidária.
Nos últimos dias multiplicaram-se rumores, negociações de bastidores e tentativas de pressão. Houve quem garantisse que “Fermentões estava resolvido pelas mais altas instâncias”, quem insinuasse mudanças de posição e quem esperasse que o CHEGA cedesse. Não aconteceu. A nossa eleita, Alice Fernandes, ao votar em primeiro lugar fez questão de o fazer à vista de todos, demonstrando que a palavra dada vale mais do que qualquer conveniência política, fossem todos assim. Não vergamos. Se necessário, preferimos partir.
Ao mesmo tempo, importa recordar que o CHEGA não vive apenas de oposição. Em pouco mais de meio ano de mandato já vimos concretizadas ou impulsionadas medidas que defendíamos: o regresso da Noite Branca, a certificação de uma praia fluvial, o regresso da Volta a Portugal em Bicicleta à Penha, um apoio à natalidade e a recuperação do Padrão de São Lázaro. Lutaremos para o regresso, por exemplo, do Rally Cidade de Guimarães já em 2027. São sinais de que uma oposição firme também pode produzir resultados.
Temos um compromisso com Guimarães até 2029. Queremos um concelho mais dinâmico, mais ambicioso e mais orgulhoso de si próprio. Continuaremos a fiscalizar, a apresentar propostas e a defender os interesses dos vimaranenses sem ceder a jogos de bastidores nem a conveniências do momento.
Os cidadãos podem contar com o CHEGA para fazer política com coerência. E podem contar connosco para fazer a diferença em Guimarães