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As Pessoas Não Querem Mudar?

Redação
Opinião \ terça-feira, julho 28, 2009
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Nós portugueses temos um gosto enorme em dizer mal dos políticos e de afirmar a nossa vontade de mudança desde que esta nunca se concretize.

Nós eleitores, gostamos muito de nos lamentar. De dizer que o País está mal, que está a passar uma grave crise e que estamos a andar para trás.

E sobre a política e os políticos a nossa ideia é ainda pior. Acusamos, todos os dias, os nossos governos de serem incapazes. Os nossos municípios de não fazerem obra e investimentos. As nossas Juntas de Freguesia de estarem paradas e de não reivindicarem aquilo a que temos direito.

Em qualquer café, em qualquer canto e esquina, ou no conforto do sofá de nossa casa, culpamos os nossos representantes políticos, nacionais e locais, de favorecerem apenas os seus proveitos pessoais e dos seus amigos e familiares, e esquecerem-se daquilo que devia ser a sua única preocupação: o interesse público. Chegamos mesmo a acusá-los de corruptos e de mentirosos.

Quase todos afirmamos que é preciso inverter o rumo, renovar os dirigentes políticos que temos, exigir o cumprimento das promessas eleitorais e exigir que os políticos comecem a falar com seriedade.

Mas não é verdade. Afinal, não queremos nada disso

Nestas eleições europeias apareceram novos partidos com gente nova, boa, sem vícios e com provas dadas de cultura cívica e trabalho a favor da comunidade. Refiro-me sobretudo ao MEP e ao MMS.

Mas, os resultados destes novos partidos foram decepcionantes.

A nível nacional o MEP obteve 52.815 votos e o MMS apenas 21.633. Em contrapartida, 164.879 eleitores dirigiram-se às urnas para votarem em branco, inconsequentemente.

A nível local, na vila das Taipas, 60% dos eleitores abstiveram-se de votar e todos os partidos novos, juntos, obtiveram apenas 12 votos.

A conclusão é uma: nós portugueses temos um gosto enorme em dizer mal dos políticos e de afirmar a nossa vontade de mudança desde que esta nunca se concretize.

Será assim também nos actos eleitorais que se aproximam?

E, mais concretamente ao nível da nossa freguesia, pretenderemos que nada mude, e que venham mais 4 anos de apatia, incompetência e falsas promessas?

A ver vamos, lá para Outubro