Via do Avepark não vai avançar
O novo executivo da Câmara Municipal de Guimarães retirou do Plano e Orçamento para 2026 a construção da Via do Avepark.
Num orçamento de 220 milhões de euros, aprovado por maioria, com a abstenção do Partido Socialista, a questão da Via do Avepark, a par da questão dos impostos municipais noutros pontos da Ordem do Dia, foi a que levantou maior discussão com o executivo a admitir a devolução de 1,5 milhões de euros de fundos comunitários “atribuídos mas que não tendo sido utilizados, são para devolver”, conforme admitiu Ricardo Araújo, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, que, para além da questão politica da decisão, que assumiu como principal motivo para não avançar com a obra, apontou a impossibilidade de ter a via executada até meados de 2026, por forma a poder usufruiu dos 20 milhões de euros do PRR, numa empreitada inicialmente orçamentada em 40 milhões de euros e que nesta altura acarretaria uma investimento ainda maior.
Para o presidente da Câmara Municipal de Guimarães “a Via do Avepark não saía de lugar. Por outro lado, nós sempre dissemos politicamente que não concordávamos com aquela solução. Portanto, aquilo que estamos a fazer é ser consequentes, a retirar do Plano de Orçamento a Via do Avepak, defendendo outras alternativas, que é a requalificação da Estrada Nacional 101, mesmo com o projeto do Metrobus, e, por outro lado, defender junto do Governo a possibilidade de criar um novo nó de acesso à autostrada para a zona norte do concelho”.
Ainda a este propósito, Ricardo Araujo reforçou que esta decisão se trata de “uma opção política” e que a obra “não tinha financiamento suficiente assegurado”.
O líder da oposição, Ricardo Costa, mostrou-se desagradado com esta opção considerando-a “grave” dizendo mesmo temer que “deixar cair uma via desta dimensão é deixar de ter argumentação para exigir de novo um acesso à zona norte do concelho e à autostrada. Porque o que esteve por trás do financiamento da via do Ave Parque, ou destas três fases (desnivelamento do Nó de Silvares, rotunda do Parque Industrial de Ponte e via de ligação ao Avepark), não foi, em concreto, as obras em si, mas foi um racional económico que foi necessário ser demonstrado para sermos financiados”.