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Milhazes na secundária a falar da “maldita guerra”: “futuro depende de nós”

Bruno José Ferreira
Educacao \ quarta-feira, março 01, 2023
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Escritor esteve esta quarta-feira na Escola Secundária das Taipas, onde abordou o conflito na Ucrânia perante uma plateia repleta. “O mundo que vos deixamos é uma panela de pressão em convulsão”.

José Milhazes, escritor e jornalista, esteve esta quarta-feira na Escola Secundária das Taipas, num evento que visou discutir o conflite existente entre a Rússia e a Ucrânia. “Um marco relevante para a escola”, frisou o diretor Celso Lima, na medida em que se leva a aprendizagem para lá do que está nos livros, potenciado a perceção através de “vivências”.

O escritor natural da Póvoa de Varzim, que esteve na Rússia durante quase quatro décadas, frisou que, no seu entender, “ a forma como a Ucrânia está a resistir é notável”, apelando aos mais jovens que continuem a apoiar a causa ucraniana nesta “maldita guerra”.

“Ucrânia não pode perder esta guerra: se isso acontecer estamos fritos, toda a Europa fica em perigo”, disse, acrescentando que “o futuro depende de nós”. “A Ucrânia é a primeira trincheira da Europa, estão a fazer o favor de nos defender, a nós e aos nossos valores”, destacou.

Abraão Veloso, presidente da Associação Centro Social e Cultural Luso-Ucraniano, esteve também à conversa com alunos e professores, parabenizado a escola por esta iniciativa. “Há cada vez mais informação, mas também há cada vez mais desinformação. Com estas sessões contribui-se para que haja espírito crítico, que é o que combate a desinformação”.

Ressalvando que, através da associação que dirige, tem perceção de que “Portugal tem sido extraordinário na ajuda à Ucrânia”, Abraão Veloso reforçou a ideia expressa por José Milhazes, dizendo que “temos de estar com a Ucrânia”. “Não aceitem a história que não é nada connosco. Se a Ucrânia vergar…”, finalizou.  

Antes do início das intervenções dos convidados, foi cantado o hino da Ucrânia, que foi também declamado quer em ucraniano quer em português. José Milhazes acabou vaticinando que "se não houvesse armas nucleares a guerra acabaria com paz, mas como há armas nucleares, pode acabar com todos".