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Estudo propõe BRT para a Nacional 101, com via alternativa em Caneiros

Tiago Dias
Sociedade \ sexta-feira, abril 29, 2022
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Apresentado nesta quinta-feira, por Álvaro Costa e Anita Pinto, o estudo segue a linha do que já fora apresentado em julho de 2021, em reunião de Câmara, mas descarta o teleférico.

O BRT – acrónimo, em inglês, de bus rapid transit, referente a transportes coletivos rodoviários que circulam em via exclusiva – é a solução preferencial para a aposta no transporte público e o eventual descongestionamento do tráfego na Estrada Nacional 101 (EN 101), entre a cidade de Guimarães e a vila de Caldas das Taipas, prolongando-se depois até Balazar e ao concelho de Braga.

O estudo para o transporte em via dedicada no concelho de Guimarães, projetado a 20 anos, prevê uma via própria para autocarros num traçado de 10,2 quilómetros, com 13 paragens, servindo cerca de 18 mil pessoas. Essa opção requer 1,4 quilómetros de novas vias para solucionar o congestionamento de Caneiros, em Fermentões, onde é impossível alargar a EN 101, face às habitações que a ladeiam.

Segundo Anita Pinto, é aí necessária uma nova via, definindo-se posteriormente onde fica o BRT. Para a urbanista da Trenmo - empresa portuense que fez o estudo, liderada pelo especialista em transportes, Álvaro Costa -, o BRT deve ficar onde estão as pessoas. “O transporte público pode andar na nova via, ou então onde está a população, na EN101”, disse.

Quanto ao metro de superfície, propalado pelos quatro presidentes de Câmara do Quadrilátero Urbano, a responsável disse que essa é uma solução a pensar a longo prazo, havendo a hipótese da ligação ferroviária à alta velocidade passar na área noroeste de Guimarães, caso a estação para a alta velocidade se localize em Braga ou até a norte da cidade dos arcebispos.

De fora da equação, ficou o teleférico, apontado em julho de 2021 como eventual meio de ligação entre Guimarães, Taipas e Citânia de Briteiros. O transporte aéreo foi apenas falado como eventual solução para ligar a estação ferroviária, o Pavilhão Multiusos, o Hospital Senhora da Oliveira e a Universidade do Minho, sendo, no entanto, improvável de implementar, face aos “muitos milhões de euros” que o sistema exige, assumiu o presidente da Câmara Municipal, Domingos Bragança.

Pelo potencial para substituírem o carro no transporte porta a porta, os miniautocarros são solução privilegiada para a cidade, enquanto o BRT foi também apontado para mitigar os congestionamentos na EN 206 (ligação Guimarães-Ronfe-Famalicão). Quanto à EN 105, a sul do concelho, o estudo recomenda o aproveitamento da ferrovia existente como alternativa a uma rodovia sem hipóteses de alargamento, melhorando-se os apeadeiros – podem até mudar de local - e a frequência do serviço.