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Triste Sina Portuguesa

Amadeu Júnio
Opinião \ sexta-feira, novembro 17, 2023
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Os constantes abalos e escândalos políticos reforçam ainda mais a necessidade de mudança do paradigma político. Não podemos esperar resultados diferentes quando mantemos os mesmos decisores e intervenientes políticos.

Na manhã de terça-feira, o país foi surpreendido com a divulgação da investigação que englobava membros do governo e pessoas próximas do círculo pessoal do primeiro-ministro. Como resultado deste abalo político, deu-se a queda do governo e novas eleições.

E porque as “campanhas eleitorais” logo se iniciaram prontamente, importa no rescaldo desta crise política instalada, fazer uma reflexão profunda do passado, do presente e do que nos espera no futuro do nosso país.

 A história política de Portugal tem sido marcada por diversos momentos cruciais, que inevitavelmente traçaram o destino do nosso país. Entre esses momentos, podemos destacar as três bancarrotas ocorridas durante os governos do partido socialista (1977,1983 e 2011), que resultaram em intervenções externas para auxílio financeiro.

Analisando as estatísticas macroeconómicas portuguesas, ao longo das últimas 4 décadas, entende-se as diferenças governativas do PS e do PSD. Se por um lado, o PS deixou um legado associado à instabilidade (casos e casinhos) e baixo crescimento, o PSD demonstra um legado de maior crescimento económico e desenvolvimento do país. Nada disto é subjetivo, mas sim factual.

No entanto, o passado e o presente fundem-se num só quando falamos de erros realizados. Se a história deve utilizada como uma forma de aprendizagem no presente e no futuro, muita coisa deveria ser feita e mudada em Portugal. O que na realidade não acontecera.

Os últimos 20 anos em Portugal, dos quais 14 governados pelo partido socialista, foram marcados pela estagnação económica e escândalos políticos. Neste período, tivemos ajuda financeira internacional, originada pela bancarrota socialista, o caso de corrupção de José Sócrates e mais recentemente, o caso de António Costa.

Mas tudo isto não deveria ser à partida uma novidade. Quando os intervenientes políticos socialistas são exatamente os mesmos nestes últimos 20 anos, não seria comum existir uma mudança de rotinas.

O caso de Vitor Escária é a síntese daquelas que são interligações no PS. Como este, existem muitos outros exemplos, sejam eles secretários, assessores ou até ministros que se “arrastam” nos corredores dos governos socialistas.

Desta forma, o país encontra-se, uma vez mais, envolvido no pântano político provocado pelo PS e por isso as eleições de 10 de março são decisivas para o futuro do país. Abre-se uma nova janela de oportunidade para demonstrar aos portugueses que é possível fazer mais e melhor, colocando o país na senda de crescimento sustentando.

Por tudo isto, o país não pode perder mais tempo. O país não pode continuar a ser gerido com o intuído de manter o poder e as influências políticas. O país precisa de reformas estruturais, mas acima de tudo de rejuvenescer a classe política. É tempo de sermos ousados e de nos afirmar como verdadeiramente um país onde a justiça e a equidade são peças chaves na nossa sociedade.