“Puxar Guimarães para baixo”
Nos últimos anos e com especial destaque nas últimas assembleias municipais, o atual Presidente de Câmara de Guimarães e o PS Guimarães, confrontados com números e evidências, refugiam-se dos factos e acusam a oposição de “não gostar de Guimarães “e “puxar Guimarães para baixo”.
Recentemente, o Ex-Presidente de Câmara de Guimarães, António Magalhães, afirmou “Guimarães não tem acompanhado o crescimento de Famalicão, Braga e Barcelos" vincando a sua insatisfação com projetos e decisões tomadas nos últimos anos. A JSD Guimarães colocou um outdoor onde evidencia essa mesma frase, juntando-se nos tons de crítica à gestão socialista do município.
Ora, fruto deste acontecimento, desencadeou-se uma discussão política. De igual modo, o partido socialista, desta vez a juventude socialista, classificou esta ação como “falta de cultura democrática” e demonstrativa da “incapacidade de encontrarem soluções”.
Mas, mais do que entrar em pura demagogia política, afastada da realidade social e económica do concelho, vamos à constatação de factos.
O nosso concelho, em contraste com o de Braga, tem perdido população nos últimos anos. Este problema estrutural de captação de população revela problemas de atratividade do concelho, nomeadamente ao nível fiscal, habitacional e de mobilidade.
Em termos fiscais, ao contrário de Municípios vizinhos, que inseridos no mesmo contexto económico e demográfico, foram capazes de se reinventar e encontrar soluções que lhes permitiram encarrilar numa senda de crescimento, Guimarães asfixia a população e as suas empresas. Em Guimarães é aplicada, uma vez mais, a taxa máxima de 5% de IRS, ao contrário de concelhos vizinhos como Braga e Famalicão, que dão descontos aos seus habitantes. Em novembro de 2022, as receitas em impostos diretos (Derrama e IMT) já superavam, em cerca de 3 milhões, o que era inicialmente previsto. O PSD e JSD Guimarães defendem a redução da carga fiscal, opção que é rejeitada pelo município camarário.
No que se refere aos problemas de habitação, Guimarães carece de uma oferta de habitação crónica. O acesso à habitação desempenha um mecanismo importante na qualidade de vida das pessoas e na fixação das mesmas no nosso território. O PSD Guimarães reconhecendo a relevância deste assunto, apresentou um Programa Municipal de Habitação, num total de 7 propostas, com o intuito de encontrar soluções para os problemas em Guimarães. Uma vez mais, a maioria socialista rejeitou tal cenário.
A mobilidade e a coesão territorial são outra condicionante do desenvolvimento do nosso concelho. Deste modo, o PSD Guimarães com o objetivo promover a igualdade, a mobilidade em transportes públicos e a pegada ecológica, apresentou uma proposta assente na gratuidade dos transportes públicos até aos 25 anos e a partir dos 65 anos. Esta medida foi rejeitada pela executivo municipal.
Desta forma, não é a oposição que puxa Guimarães para baixo. Aos olhos do PS e da JS quem quer mais e melhor é porque não gosta de Guimarães. O PSD e a JSD Guimarães têm apresentado propostas que procuram resolver os problemas dos vimaranenses, combatendo uma realidade factual de que o nosso concelho não tem acompanhado o desenvolvimento dos concelhos do quadrilátero urbano.