20 junho 2024 \ Caldas das Taipas
tempo
18 ºC
pesquisa

Os portugueses são culpados do buraco em que está o país.

Nuno Vaz Monteiro
Opinião \ quinta-feira, outubro 19, 2023
© Direitos reservados
A culpa, na sua maioria, é dos abstencionistas, que permitem que outros escolham por si o futuro dos filhos e netos.

Um dia, Margaret Thatcher disse «jamais esqueça que não existe dinheiro Público. Todo o dinheiro arrecadado pelo governo é tirado do orçamento doméstico, da mesa das famílias».

Eu considero que a culpa, na sua maioria, é dos abstencionistas, que permitem que outros escolham por si o futuro dos filhos e netos.

Vivemos uma crise profunda na saúde, educação, justiça e em tantos outros sectores da sociedade. Não há soluções para os problemas com que se deparam os portugueses e tudo o que a governo lhes dá, tira, de seguida, em dobro. Veja-se o aumento transversal do IUC para compensar uma redução nas ex-SCUTs do interior, é um exemplo desta situação e não pretendo com isto colocar em causa a valorização do interior e a preocupação com a sua desertificação contínua.

A semana passada tornou-se viral a notícia do maior aumento de sempre do salário mínimo anunciado pelo primeiro-ministro António Costa, mas o que se esqueceu de dizer é que dos sessenta euros de aumento apenas chegam cinquenta e poucos ao bolso dos trabalhadores. O que se esqueceu de dizer é que este aumento terá um custo de centenas de milhões para os empresários que pagarão sessenta euros a mais por cada funcionário, mais os respetivos impostos ao estado. O que se esqueceu de dizer é que o estado é quem mais ganha com este aumento dos salários mínimos.

Segundo um estudo de 2019 da Ernst & Young, o aumento à altura de trinta e cinco euros mensais no salário mínimo, que passou de seiscentos para seiscentos e trinta e cinco euros, resultou num ganho efetivo de trinta e um euros mensais para o funcionário. Já para as empresas, este custo aumentou a despesa dos empresários em 355 milhões anuais e o estado arrecadaria um lucro de 25 Milhões de euros.

O que eu gostaria de ouvir ser anunciado pelo primeiro-ministro António Costa era a maior descida fiscal de sempre e, com isso, estimular-se-ia a economia em vez de a sufocar. Foi o passo que deu a Irlanda, após o resgate financeiro em 2011, tal como aconteceu com Portugal. Enquanto a Irlanda atrai investimento estrangeiro, Portugal perde-o. Enquanto a Irlanda foi dos poucos países no mundo com crescimento do PIB em 2020, Portugal vê-se ultrapassado por países como a Roménia.

Ainda hoje se anunciou mais um fecho de empresa em Fafe, com o despedimento de 50 pessoas. E quantos encerramentos nem à comunicação social chegam, empresas mais pequenas ou com menor divulgação?

António Costa é, na minha opinião, o pior primeiro-ministro da história da democracia portuguesa. Um político que foi ministro na governação de Sócrates, que foi apanhado em escutas com Eduardo Ferro Rodrigues, que usava os conhecimentos para interferir na justiça, a fim de livrar Paulo Pedroso do processo “Casa Pia”; alguém pouco recomendável para gerir o futuro dos portugueses! Como é possível que os portugueses não o vejam?

Os portugueses têm aquilo que merecem, um país pobre, podre e sem qualquer esperança de um futuro melhor.