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Não deixes que os outros escolham

Amadeu Júnio
Opinião \ sexta-feira, março 08, 2024
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O direito ao voto é uma conquista que tanto nos orgulha e deve, por isso, ser visto como um ato indispensável. Não votar é deixar nas mãos de outros a escolha da nossa representação e do nosso futuro.

Em todo o mundo são milhões as pessoas que vivem em regimes totalitários, onde os seus direitos são ignorados. A opressão e a coação são as palavras de ordem e os cidadãos são afastados e negligenciados das ações e participações na vida pública e política.

A democracia não é um dado adquirido, mas sim um regime que deve ser preservado e cultivado. O direito ao voto é uma conquista do passado, mas que muito nos deve orgulhar no presente. O voto para além de ser um direito, deveria também ser uma obrigação cívica de cada um de nós. A oportunidade que conquistamos com a utilização deste, é essencial para o normal funcionamento do regime democrático.

Desta forma, as eleições do próximo dia 10 de março serão das mais importantes da nossa democracia. Primeiramente pelo estado atual do país, onde são evidentes as grandes fragilidades em diversos setores da nossa sociedade. Em segundo lugar, pelo clima de mudança das forças políticas internacionais e que consequentemente se alastrou para Portugal.

É claro que cada vez mais são as pessoas que estão desiludidas, fartas e desesperadas pelo estado degradante das instituições públicas e da vida política. São essas pessoas que se encontram neste momento divididas entre a abstenção ou no voto em forças políticas radicais. Mas acima de tudo, são essas pessoas que mais facilmente são seduzidas pela narrativa de que a culpa é sempre dos outros. São a essas pessoas que grandes “soluções” e ilusões são vendidas em forma de presente envenenado. Não se deixem enganar.

No decorrer dos debates e da campanha eleitoral, ficou evidente a opção entre duas soluções de governação bastante distintas. Por um lado, a esquerda “representada” pelo PS e sinónimo de continuidade. Por outro lado, o centro-direita moderado representado pela Aliança Democrática e sinónimo de mudança e esperança.

Os portugueses têm por isso a possibilidade de escolher, dentro destes dois projetos, aquilo que querem e desejam para o futuro do país. É neste contexto, que importa questionar e analisar os últimos anos de governação. Será que queremos mais do mesmo ou necessitamos de novas políticas que alavanquem a qualidade de vida dos portugueses?

Do lado da esquerda, temos um projeto pautado pela continuidade, com as mesmas políticas e estratégias e os mesmos intervenientes principais. No lado da Aliança Democrática temos um projeto de mudança e moderação, assente na valorização dos jovens e dos mais idosos e da implantação de políticas que efetivamente colocam as pessoas como centro das decisões políticas.

Devemos por isso, em consciência, decidir a nossa opção política para o futuro do nosso país. O caráter relevante destas eleições, realçam ainda mais a importância do voto. Devemos todos unirmo-nos e combater o estigma da abstenção. Só votando, conseguimos fortificar a nossa democracia e combater os radicalismos. Não votar nas próximas eleições, é deixar que os outros escolham o nosso futuro.