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Turitermas: oposição pede esclarecimentos sobre a saída de Hélder Pereira

Pedro C. Esteves
Política \ segunda-feira, abril 19, 2021
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Cooperativa municipal voltou a ser assunto de discussão na reunião de câmara. Hugo Ribeiro questionou as motivações da cessação de contrato do médico Hélder Pereira.

A rescisão de contrato por parte da Cooperativa Taipas Turitermas com a empresa do médico Hélder Pereira, tal como o Reflexo deu conta, foi abordada esta segunda-feira em reunião de câmara.

Hugo Ribeiro, vereador da oposição eleito pelo PSD, considerou este caso como “invulgar e insólito”, questionando Domingos Bragança sobre os motivos que terão estado na origem desta rotura entre a cooperativa e o principal rosto da Clínica Médica de Saúde Taipas Termal.

“Não se trata de um litígio laboral qualquer, trata-se de um litígio com um médico que tem uma projeção que o leva a ser veiculado em órgãos de comunicação social nacionais. Quero dizer com isto que a nossa instituição está posta em causa, a Câmara Municipal de Guimarães, a Taipas Termal, estão postos em causa. Está posto em causa o senhor vereador [Ricardo Costa], está posta em causa a atual presidente da cooperativa. Em defesa do bom nome de todos nós, que somos acionistas maioritários, impõe-se um esclarecimento cabal: a nós e à população. O que é que verdadeiramente motivou esta cessação do contrato? Os factos veiculados pelo médico não são de todo verdade? Ou estamos perante algo inadmissível? Uma cessação do contrato não pode estar dependente de uma opinião”, referiu o vereador.

Hugo Ribeiro fez alusão a uma notícia vinda a público no Jornal de Notícias, na qual é referido que esta cessação do contrato de prestação de serviços estará ligada à denúncia da falta de investimento na clínica de saúde da Taipas Turitermas, assim como de outros problemas existentes na cooperativa.

Domingos Bragança não se alongou em explicações, reiterando aquilo que já tinha dito anteriormente sobre este assunto. “Do conselho fiscal e a assembleia geral não conheço nada que me tenha chegado deste assunto, continuo a dizer: relações laborais com fornecedores devem ser resolvidas pelos órgãos sociais das cooperativas”, disse.

De resto, o líder máximo do município frisou que os órgãos sociais da cooperativa não se pronunciaram sobre este caso.