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CC Taipas: B de sustentabilidade

Hugo Marcelo
Desporto \ terça-feira, dezembro 28, 2021
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Foi no final de 2020 que o Clube Caçadores das Taipas anunciou a integração de uma nova equipa nos seus escalões.

O projeto da equipa B começou a sair do papel com a pandemia e a consequente incerteza que fez pairar nos campeonatos mais jovens. Os caçadores estavam a pensar no futuro e o futuro chegou: no seu primeiro ano de existência, a equipa B está a cumprir os objetivos. Os bons resultados e promoção de jogadores à equipa principal são as medidas do sucesso.

A história começou no Estádio do Montinho a 3 de outubro último. Foi nessa tarde que soou o apito inaugural da Série C da 1.ª Divisão da Associação de Futebol de Braga. Na sua estreia, a equipa B do CC Taipas recebeu os famalicenses do CRP Delães. O resultado final foi um empate a uma bola. Depois surgiram os triunfos e os golos. Com oito jornadas disputadas, o registo invicto de quatro vitórias e quatro empates dá direito ao 3.º posto da tabela, a apenas um ponto dos dois lugares cimeiros, e os 18 golos marcados resultam num lugar no pódio dos melhores ataques da série (e, com apenas 6 golos sofridos, contam com uma das melhores defesas).

Miguel Silva é o treinador. Nome escolhido no seio dos quadros do clube, não só conhece bem os cantos à casa como já contribuiu para engordar o palmarés do emblema taipense. Na última temporada levou os juniores do clube a vencer a Taça da Esperança, a competição organizada pela AF Braga com a finalidade de promover a competição junto dos escalões de formação num contexto pandémico. O timoneiro assume que, no início da época, “era um objetivo estar nos lugares cimeiros”, mas a invencibilidade e os bons resultados ainda não figuravam como metas.

Formar e preparar jogadores para chegar à equipa principal do clube é o propósito que norteia as ações e a estratégia da equipa B do CC Taipas. O líder da equipa técnica é categórico a apontar o caminho: “achamos que só conseguimos isso mediante resultados e foi assim que nos fomos preparando para a época”. A filosofia de “resultados, boas exibições e bom futebol” está a dar frutos e os jogadores da equipa secundária – “alguns deles até com idade de júnior” – já começam a ser chamados aos treinos e aos jogos da equipa principal. Stelnio Gama, que já soma alguns minutos na equipa A, e José Pereira são os nomes que ilustram a narrativa. A partilha de “pontos de vista” e haver “uma simbiose muito grande” entre as equipas técnicas das duas formações é importante para que a estratégia funcione.

Miguel Silva privilegia o “futebol positivo”, estar “alerta” e “jogar um futebol para a frente”. Esta forma de estar dentro do retângulo de jogo promove a aproximação à baliza adversária e um grande caudal ofensivo. O resultado? Muitos golos marcados e algumas goleadas. A mais expressiva aconteceu na terceira jornada. O dérbi das equipas B entre o CC Taipas e o CD Ponte terminou aos 7-1, depois de a deslocação ao reduto d’Os Sandinenses B – outro dérbi – ter culminado no resultado final de 1-4. É um dos melhores ataques da série, mas o treinador sublinha que “continuamos a dever golos a nós próprios” antes de explicar que “o volume ofensivo é demasiado grande para marcarmos tão poucos golos”.

Com um “balneário muito forte” – o que, para Miguel Silva, configura “a principal força do CC Taipas” –, é elementar que eles, os jogadores, “sejam felizes”. Na lista de prioridades, jogar “um futebol bonito” e que produza “resultados” é o que está logo a seguir. É assim que se traça o caminho “de sustentabilidade do clube”. Felicidade, resultados, futebol bonito e sustentabilidade: são estas as palavras que, no CC Taipas, se escrevem com B.

[ndr] artigo originalmente publicado na edição de dezembro do Jornal Reflexo.