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CART "precisa de obras para dar continuidade ao que tem vindo a fazer”

Ana Margarida Alves
Desporto \ quarta-feira, janeiro 14, 2026
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Direção espera que as obras, que vão aumentar a área útil do pavilhão em cerca de 600 metros quadrados, se iniciem este ano.

O Centro de Atividades Recreativas Taipense (CART) foi a eleições no mês passado e decidiu manter a mesma direção. António Lima Pereira continua, assim, a desempenhar as funções de presidente da coletividade, mas ambiciona “passar a pasta” a outra pessoa. “Neste ano e meio de mandato que temos pela frente, espero que possa aparecer alguém para tomar conta do CART a nível diretivo, porque é preciso ter alguém com mais disponibilidade”, explicou. Enquanto isso, “as obras do pavilhão” vão arrancar e o CART vai passar a ter “melhores condições para desenvolver as suas atividades”, que reúnem já mais de 150 atletas, distribuídos pelo voleibol, patinagem e pelo hóquei em patins.

O que se pode esperar do novo mandato?

Tentei ao máximo encontrar uma alternativa para a direção, porque a minha vida profissional não me permite dedicar tanto ao CART quanto eu gostaria, porque o CART terá um desafio muito grande este ano: as obras do pavilhão. O projeto está efetivamente aprovado, está é preso por detalhes. Estamos à espera de levantar a licença e de ter os apoios para iniciar a obra. Mas este será um desafio para a instituição, porque o CART precisa mesmo da obra para dar continuidade ao que tem vindo a fazer. Temos a consolidação da patinagem, temos o crescimento do voleibol e o ressurgimento do hóquei em patins, ao nível da formação.

Como vai o CART beneficiar com a empreitada?

Em primeiro lugar, vamos aumentar os balneários e dar mais condições aos atletas. Depois, no piso de cima do pavilhão, vai ser criado o bar do clube, que terá ligação direta para as bancadas e visibilidade direta para o ringue - o que poderá, por isso, rentabilizar mais o espaço.

Queremos ainda dotar o pavilhão com salas para complemento das nossas modalidades. Pretendemos, por exemplo, criar uma sala de estudos, que vai receber os miúdos que chegam mais cedo para o treino. Aqui, vão ter alguém a acompanhá-los enquanto fazem os trabalhos da escola. Precisamos ainda de salas de apoio para o karaté, patinagem, salas de reuniões e de convívio. E o projeto contempla tudo isso. Na prática, vamos conseguir aumentar a área útil em quase 600 metros quadrados. Será um reaproveitamento do pavilhão, que efetivamente vai dotar o CART de melhores condições para desenvolver as suas atividades. Ainda assim, o tempo de duração da obra é uma incógnita muito grande.

As obras poderão ajudar o CART a colmatar as dificuldades financeiras?

O CART passou e está a passar por uma situação financeira conturbada. Algumas dívidas foram contraídas e tocou a quem cá está tentar resolver os problemas. A secção de patinagem tem trabalhado com muito afinco na resolução dos problemas financeiros. E tem conseguido com muito mérito. Portanto, os espetáculos que fizemos vieram dar uma “opa” bastante grande na regularização de dívidas e dos problemas que o CART enfrenta. Mas isto é um desafio. Com o trabalho rigoroso que temos vindo a fazer, - sempre com a ideia de que nunca podemos dar um passo maior do que a perna -, já conseguimos regularizar muitas dívidas e estamos a encaminhar o CART para um bom lugar.

Além disso, temos sempre despesas mensais: temos equipas em competição todos os fins de semana. O CART não tem só uma modalidade, tem todos os dias treinos e todos os fins de semana há jogos. Nem já folgamos à quarta-feira. Todos os dias há atividades no CART e é preciso uma gestão muito rigorosa e cuidado. Temos procurado apoios e patrocínios e, sem os apoios, tudo complicava. Nós também fizemos um investimento que nos vai reduzir a fatura mensal da eletricidade: dotamos o pavilhão com 72 painéis solares.

António Lima Pereira

E quanto à programação? O que trará 2026?

Este ano, estamos disponíveis para acolher competições extra-CART, tal como fizemos no ano passado quando recebemos as finais dos Campeonatos Nacionais Masters de Voleibol e a final do Campeonato Nacional de Cadetes Femininos de Voleibol. São eventos que trazem atletas de muita qualidade à nossa vila e isso dignifica e muito. Por outro lado, queremos também transformar o nosso Festival de Patinagem Artística num marco e organizar o evento em todos os aniversários do CART.

O hóquei em patins voltará a entrar em competições?

Só temos neste momento a equipa sénior de hóquei, na terceira divisão, em competição. Quando aos mais novos, antes da pandemia, o CART, juntamente com a Câmara Municipal de Guimarães, deu a conhecer a patinagem e o hóquei em patins nas escolas. Estas apresentações funcionaram muito bem porque conseguimos ter quase duas equipas de miúdos a aprender a patinar. Mas, depois, veio o COVID-19 e esses alunos desapareceram e voltamos à estaca zero. No ano passado, conseguimos voltar a reuniu um bom grupo de miúdos, que continuam nesta época. Portanto, para já, penso que não vamos avançar em termos de competição, porque também não têm idade, mas vamos participar nos encontros de mini-hóqueis, organizados pela Associação de Patinagem do Minho. Contamos participar já num torneiro este mês. O objetivo é relançar a modalidade, com a expectativa de que para o ano possamos ter uma equipa inscrita no campeonato escolar.