Bombeiros das Taipas lançam recrutamento para escola de estagiários
Para contrariar a diminuição do número de elementos, transversal à maioria das 468 corporações inscritas na Liga de Bombeiros Portugueses, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas lançou uma campanha de recrutamento para a Nova Escola de Bombeiros Voluntários, com o intuito de reforçar “o corpo ativo na missão de proteger vidas e servir a comunidade local”, assim refere o comunicado divulgado pela instituição em 7 de setembro.
“Existe uma escassez muito grande de voluntários. Queremos colmatar a falta de operacionais. Em tempos, muitos operacionais tiveram de emigrar, à procura de melhor qualidade de vida. Houve pessoal que saiu da corporação. Toda a gente faz falta quando estamos todos empenhados. O voluntariado está mais escasso”, reconheceu o comandante interino do Corpo de Bombeiros, José Augusto Ferreira, em declarações ao Reflexo.
Lançada sob o mote "Há missões que marcam. Há escolhas que transformam. Escolhe ser bombeiro”, a iniciativa destina-se a pessoas entre os 17 e os 45 anos, que possuam a escolaridade mínima obrigatória reconhecida legalmente em Portugal, que demonstrem “robustez física e psicológica adequada às exigências da função” e que evidenciem “espírito de equipa e de entreajuda”, assente “nos pilares da coragem, união, dedicação e compromisso”.
Para já, a campanha já reuniu 10 inscrições com vista a um programa formativo com duração de um ano. “As vagas ainda estão abertas. Até ao final da próxima semana, pensamos reunir com esses elementos inscritos, para dar feedback. A escola de estagiários é de um ano, com formação contínua. Depois, são promovidos a bombeiros de 3.ª categoria, após exame”, explica o responsável.
Incêndios: verão mais calmo, mas é prematuro fazer balanço
Com o calor ainda palpável nos últimos dias de verão, José Augusto Ferreira salienta que ainda é “muito prematuro” fazer o balanço da intervenção dos bombeiros das Taipas na época de incêndios. “O dispositivo ainda está ativo até meados de outubro”, esclarece. Em 2025, por exemplo, o período mais crítico foi o que decorreu entre meados de setembro e outubro.
Ainda assim, o ano em curso está, para já, a ser mais calmo do que o de 2025. Além de lidar com as chamas em São Clemente de Sande, na origem da detenção de um homem de 42 pela Polícia Judiciária em 9 de julho, por atear cinco fogos entre 31 de maio e 5 de julho, e com um incêndio em Donim, o “mais intenso a nível de horas de combate”, ao extravasar a fronteira do concelho de Guimarães, para a Sobreposta, em Braga, a corporação taipense prestou sobretudo apoio a corporações vizinhas. “Até agora, temos dado apoio a outros corpos mediante solicitação do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Ave”, esclareceu.
ndr: este texto foi publicado originalmente na versão papel do jornal Reflexo, de setembro de 2026.