Bombeiros encerram edifício central a 31 de julho
Um dos principais objetivos desta Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Taipas (AHBVCT), liderada por Miguel Sousa, era o de dar continuidade ao projeto iniciado no mandato anterior de reabilitação e modernização da piscina, auditório e salão nobre da instituição.
Alguns problemas estruturais, conhecidos de há alguns anos, levaram à consulta de diferentes entidades especializadas na área da engenharia para avaliar o estado do edifício e todos levaram à conclusão de que o mesmo não reúne condições estruturais para se manter em funcionamento, nomeadamente e entre outros, por não garantir segurança a ações sísmicas. Um primeiro estudo da TecMinho, da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, em 2025, levou ao encerramento do auditório e do salão nobre. Mais recentemente, a 30 de abril, a conclusão de uma sequência de sondagens à estrutura do edifício, realizado por uma empresa do Porto, a Newton Engenharia, preconizava que o edifício das piscinas "não oferece a segurança estrutural que permita a sua utilização diária".
Na Assembleia-geral Extraordinária realizada no dia 3 de julho para dar conhecimento aos associados do estado do edifício, Miguel Sousa, informou ainda que na preparação daquela reunião lhe passaram pelas mãos estudos de engenharia realizados em 1992 e 2000 que já davam nota de debilidades estruturais.
Perante este cenário, a Direção da AHBVCT decidiu, por unanimidade, a 28 de maio, proceder ao encerramento da totalidade do edifício central "tão cedo quanto possível", tendo definido, no caso da piscina, o dia 31 de julho.
Uma decisão bastante discutida na reunião de associados que questionaram o porquê do encerramento não ser imediato. Miguel Sousa assumiu a decisão da sua Direção dando conta que estão conscientes dos riscos inerentes e que em caso de alguma fatalidade terão de assumir as respetivas consequências. Sobre a questão da utilização da piscina, disse mesmo que não obrigava ninguém a frequentá-la até 31 de julho e que os utilizadores que não se sintam à vontade para continuar a frequentar as instalações podem, nestes primeiros dias do mês, requerer o reembolso da mensalidade.
Para o presidente da Direção, o momento é de estarem concentrados nas soluções. “Mediante os factos que nos foram apresentados, tivemos que tomar uma decisão e agora estamos focados no sentido de encontrar aquela que será a melhor solução para resolvermos esta situação que, no fundo, acaba por dificultar o nosso plano de ação”, referiu à margem da reunião.
Nesta altura as possibilidades são as de demolir a totalidade do edifício ou de reforçá-lo estruturalmente. “É uma questão de avaliar o custo-benefício de cada uma das possibilidades, sendo que, o reforço estrutural será sempre um remendo. Portanto, temos que ponderar, colocar rapidamente todas essas condicionantes em cima da mesa e depois tomar a decisão”.
Uma terceira possibilidade, apesar de não estar em cima da mesa, e que também foi questionada por um associado está relacionada com a deslocalização de todas as infraestruturas para uma zona mais periférica da vila. Miguel Sousa garante não estarem a trabalhar nessa possibilidade, mas não descarta a possibilidade, caso surjam propostas nesse sentido, de “avaliar e pesar os prós e contras que levem a uma decisão”.
Com esta decisão, os serviços administrativos da associação também terão de abandonar as instalações atuais, no segundo piso daquele edifício, e passarão a funcionar no rés do chão do Museu Padre José das Neves Machado.
Mais de mil utentes que frequentam a piscina também ficarão sem acesso a esse serviço.
Tudo isto, para já, por tempo indeterminado.