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Bombeiros querem nova ambulância em dezembro. E pensam noutra para 2024

Tiago Dias
Sociedade \ segunda-feira, agosto 21, 2023
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Comandante dos Bombeiros Voluntários das Taipas admite que é preciso robustecer a assistência pré-hospitalar, 80% das ocorrências diárias, a propósito da angariação de fundos para novo veículo.

A angariação de fundos para garantir uma ambulância para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas (AHBVCT) está em marcha, tendo já recolhido os donativos de alguns cidadãos. Em vigor a partir desta segunda-feira, a campanha espera angariar os 80 mil euros necessários para a aquisição de uma viatura que se pretende operacional em dezembro; ela destina-se ao atendimento pré-hospitalar, área de atuação que “compreende cerca de 80% das ocorrências diárias”, adiantou o comandante da corporação, Hermenegildo Abreu.

“Neste momento, temos seis ambulâncias e só uma está aqui na sede. As outras estão todas em serviço. Isso prova que mais uma ou mais duas ambulâncias são precisas. Com essa ambulância, conseguimos fazer cuidados intensivos e também socorro. Estamos com uma média diária de 15 a 20 serviços pré-hospitalares", especificou, durante a conferência de apresentação da campanha, intitulada “Escreva o seu nome na ambulância”.

No Salão Nobre da instituição, Hermenegildo Abreu esclareceu ainda que o corpo de bombeiros está a pensar numa segunda ambulância para 2024, que “faz muita falta”. Antes desse eventual objetivo, a direção quer que os contributos do primeiro dia “se possam multiplicar até dezembro. “Queremos que todos possam dar o seu contributo, por mais pequeno que seja. Que sintam que este é um equipamento de todos”, vincou o presidente da corporação, Luís Soares.

O também presidente da Junta de Freguesia de Caldelas e deputado na Assembleia da República vincou que a renovação dos meios e dos equipamentos de proteção às populações é um dos objetivos definidos do seu primeiro mandato na instituição, ainda para mais com uma “frota de veículos com alguma idade”.

Apesar de o verão em curso estar a dar “alguma paz” aos bombeiros, Luís Soares vincou que a corporação deve ter meios à disposição para quem deles precisa, em articulação com a Câmara Municipal de Guimarães, com os “amigos e vizinhos” Bombeiros Voluntários de Guimarães, com a Comunidade Intermunicipal do Ave e com as restantes instituições de proteção civil do distrito, numa ótica de investimentos “o mais produtivos possível”, sem duplicação de recursos. Embora não dispense o apoio da Câmara Municipal para investimentos futuros, o presidente da AHBVCT espera adquirir a próxima ambulância graças ao “altruísmo da sociedade civil”.

 

 

“É dos melhores investimentos em comunidade, porque nada paga a segurança”

Convidado enquanto “primeiro responsável pela proteção civil em Guimarães e em todo o seu território”, o presidente da Câmara Municipal vincou que a campanha é uma oportunidade para os cidadãos mostrarem que fazem “parte efetiva da proteção civil” dentro das suas capacidades financeiras. "Faz todo o sentido este apelo e convite quando dizemos que todos somos proteção civil", vincou Domingos Bragança.

O autarca vincou que a Câmara está no projeto da ambulância de “forma supletiva”, disponibilizando a verba remanescente se não for possível angariar os 80 mil euros na campanha, e prometeu continuar o “suporte financeiro" a outros projetos da instituição, evitando a “duplicação de esforços” na articulação com os Bombeiros Voluntários de Guimarães.

Domingos Bragança enalteceu a qualidade e a complementaridade das duas corporações sediadas no município de Guimarães – “é reconhecido nacionalmente que são excecionais, sem terem exatamente as mesmas excelências uma da outra” – e salientou que o investimento em proteção civil é dos melhores que uma comunidade pode levar a cabo.

“Quando o sinistro acontece, damos por ela que todo o investimento que fizemos foi do melhor investimento que poderíamos fazer nas nossas vidas e nas nossas instituições. Quando não temos, dizemos que se tivéssemos este equipamento, este desastre não teria sido com tanta consequência como teve. Queremos que uma situação seja extinta, porque temos todos os meios humanos e técnicos para o socorro e para o combate de um sinsitro, seja ele de que natureza for”, concluiu.