Era uma vez uma cigarra que via no voto o “insecticida”
Na fábula original, tão bem conhecida, a cigarra e a formiga representam dois pólos distintos de pensamento e ação. Enquanto a formiga trabalha arduamente durante o verão, armazenando os mantimentos para o inverno, a cigarra prefere cantar despreocupadamente, desfrutando dos dias ensolarados. No entanto, quando o inverno chega, a cigarra encontra-se em dificuldades por não se ter precavido e eis que procura a formiga suplicando-lhe por auxílio.
Colocando “votações” à mistura, a história que o título nos sugere, traz-nos reflexões sobre responsabilidade, solidariedade e as consequências das nossas escolhas. E, curiosamente, podemos traçar um paralelo entre esta fábula e o cenário político das eleições presidenciais de 2026, em Portugal.
Assim como na fábula, esta eleição política desenrola-se num cenário em que uma parte representa as elites, quem vive no “pedestral” contra uma parte que representa e luta por quem sustenta o país, quem trabalha, quem paga impostos. Os eleitores são confrontados com uma escolha que deveria ser de ideias, cada uma representando diferentes soluções para lidar com os problemas prementes da sociedade, as soluções que Portugal precisa encontrar num estadista que defenda Portugal e os portugueses acima de tudo, algo que há muito se perdeu no actual presidente. No entanto, neste contexto eleitoral, é crucial que os eleitores não caiam na armadilha da “raiva da formiga”, ou seja, não devem permitir que medos e receios de fantasmas criados por um sistema sedento do dinheiro de quem trabalha e sustenta o país, os levem a tomar decisões precipitadas e prejudiciais para o bem-estar dos portugueses.
Votar no “inseticida” político, aquele que se “vende” ao Mundo como a solução para os males que podem advir do voto no outro candidato, vai condenar todos à mesmíssima coisa que condenou este país aos lugares da causa da Europa. Assim como a cigarra na fábula, os eleitores podem encontrar-se em situações ainda mais difíceis se optarem por esse caminho.
As presidenciais de 2026, em Portugal, representaram um momento crucial para o país, em que os eleitores foram chamados a tomar decisões que moldarão o rumo da nação nos anos vindouros. Diante desse desafio, é essencial que os eleitores se inspirem na sabedoria da formiga, pois simboliza o português, este ADN com nove séculos de formação, o indivíduo que não se verga às fatalidades, que não se entrega “ao triste fado” e que vê na ousadia da mudança o encontrar de melhores dias, características essenciais na escolha de lideranças e políticas que promovam o bem de Portugal e dos portugueses.
Agora que a primeira volta já se foi, é importante refletirmos sobre o resultado e as suas implicações para o futuro de Portugal. Perceber porque se unem em torno de um candidato os amigos de José Sócrates, Paulo Pedroso, Armando Vara, Duarte Lima, Paulo Portas e tantos mais, perceber o que protegem eles de tão valioso quando os portugueses vivem dias mais cinzentos a cada Verão que se apresenta. O viver bem, o ter por garantido o dia de amanhã é representado por quem na base dos compadrios, cartões partidários e troca de favores se assegura de um futuro melhor para si e para os seus, e com seus não me refiro aos portugueses. São inúmeros os acordos políticos que poderiam ser levados a tribunal como verdadeiros atentados contra Portugal e os portugueses.
Portanto, ao olharmos para além das urnas, devemos pensar se estamos bem e é assim que queremos continuar, ou se é de uma mudança que este país precisa. Em vez de nos deixarmos levar pelo medo da mudança, devemos olhar para os nossos portugueses de há nove séculos e pensar que teriam ficado mais “seguros e confortáveis” em casa ao invés de embarcarem em “cascas de noz” rumo ao desconhecido à descoberta de novos Mundos e riquezas. Somente assim poderemos verdadeiramente honrar o legado desses bravos portugueses e garantir um futuro próspero para todos aqueles que se esforçam todos os dias para construir um país melhor.
Diz o ditado que “quem tem medo compra um cão”, é tempo de enfrentar a mudança! É tempo de ter os portugueses primeiro!