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Dos baby-boomers à geração alfa

Teresa Portal
Opinião \ quinta-feira, julho 02, 2026
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Não falando de assuntos de que não percebo patavina, tenho direito a dar a minha opinião sobre a falta de educação que grassa por aí.

Mês de junho, dos Santos populares, das Feiras dos Livros, das Férias escolares e do mundial de futebol.

Tempo propício às «bocas», aos insultos grátis, muitas vezes sem se saber de quem para quem. Os ânimos andam exaltados. O Ronaldo foi de «besta a bestial» de um momento para o outro e voltou a besta. Falta o sentir patriótico do Euro 2004 e, embora, as bandeiras apareçam nas máquinas, lá está a maldita IA a funcionar a todo o vapor, e nos ajuntamentos, face a ecrãs gigantescos, mas falta a crença pessoal e coletiva de que somos capazes.

Nunca vi tanta gente a insultar-se nas Redes Sociais, como se todos fossem senhores da verdade.

Já disse num dos textos que fui postando que, não falando de assuntos de que não percebo patavina, tenho direito a dar a minha opinião sobre a falta de educação que grassa por aí.

E fui estudar essa treta da Geração Z e adorei a descoberta. Aqui fica.

Com base nos estudos do Pew Research Center, a catalogação das gerações organiza-se desta forma:

BABY-BOOMERS- nascidos entre 1946 e 1964. Mal sabia eu que era uma baby-boomer. Somos filhos e netos da Geração Grandiosa (pessoas nascidas entre 1901 e 1927 que viveram a fase adulta na prosperidade dos 30 anos gloriosos (1945-1973) e da Geração Silenciosa (Grande depressão e Segunda Guerra Mundial), e bisnetos e netos da Geração Perdida (lutou durante a adolescência na primeira guerra mundial). Somos assim chamados por causa do súbito aumento de natalidade na Europa, Estados Unidos e Canadá depois da Segunda Guerra Mundial, que ficou conhecido como baby-boom.

GERAÇÃO X- nascidos entre 1965 e 1980;

GERAÇÃO Y (MILLENNIALS)- nascidos entre 1980 e 1996;

Estes são os pioneiros digitais que viram a mudança do mundo analógico para a Internet. Valorizam a flexibilidade e o propósito.

GERAÇÃO Z- nascidos entre 1997 e 2012;

Conhecidos como «nativos digitais», são hiperconectados, valorizam a autenticidade e a diversidade, priorizam o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e impõem novas dinâmicas sociais e de consumo. Foi a primeira geração a não ter memória do século XX. É a geração mais atacada por transtornos mentais, depressões, isolamento. São menos preocupados com a saúde.

GERAÇÃO ALFA- nascidos a partir de 2013.

Tudo isto é muito confuso, mas interessante.

Se esta Geração é dominada pela tecnologia, então há que retirar a Internet das escolas e proibir a utilização dos telemóveis.

Da mesma fora, há alguns Baby-boomers que passam a vida a ser fortes, a darem o ombro onde os outros despejam as mágoas. Alguma vez alguém se interrogou se aquela pessoa está bem ou se ela também precisa de um ombro amigo a que se encostar?

As Feiras dos Livros são isso mesmo - feiras. Há cada vez mais feiras, cada vez mais escritores e cada vez mais editoras. Qualquer dia, cada autor tem a sua editora.

Não vou falar de livros hoje, até porque vou ter de lhes dar uma volta enorme e voltar a publicar. Refiro-me à coleção Os Segredos. Vai sair num outro formato. Ainda vou pensar.

Tenho de pensar nos romances que me faltam publicar e na «reviravolta» que vou dar aos outros para os vender.

Faltaram-me as sardinhas, a fartura e o manjerico para festejar.

O tempo também não se prestou e as diferenças de temperaturas tem sido um caos. Pior está a Venezuela e todos aqueles países em que os sismos estão a atacar em força e em graus assustadores. Se não são sismos são tempestades assustadoras. No Texas, eram bolas de pingue-pongue que caíam do céu. Na França tempestades a seguir a temperaturas tórridas e na Itália o mesmo.

O IPMA farta-se de falar em perigo de sismo para o nosso território. Não vejo nenhum dos nossos políticos aflitos com isso. Talvez se os nossos deputados ganhassem o que ganham os do Luxemburgo e da Dinamarca que andam de autocarro ou de bicicleta e vivem num T1 e não têm mordomias nem carros do Estado, as preocupações com o país e com o planeta seriam outras.

Fica para outra ocasião.

Acho que já vos dei que pensar com estas gerações.

Até eu estou a magicar no baby-boomer.

Aprender até morrer.

 

Maria Teresa Portal Oliveira

(cronista, romancista, contista, poetisa)