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Desabafos cronísticos: As redes sociais, um mal necessário!

Teresa Portal
Opinião \ sexta-feira, março 01, 2024
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Em tempo de crise não se limpam armas, e, como, depois de casa roubada, trancas à porta, a precaução pode tornar-se excessiva.

Todos sabem que me refiro ao facto das minhas contas terem sido pirateadas e, ao contrário da opinião de técnicos informáticos, houve alguém que admiro há muitos anos que se ofereceu para me ajudar e conseguiu descobrir o estafermo (feminino, masculino ou grupo) que anda por aí a fazer estragos. E continua bem vivo… tenham cuidado.

Felizmente, não padeço de «manias» e, quando me encontro num período down, a escrita tem o condão de me tirar do subterrâneo ígneo do inferno e trazer-me para o verde da terra que, por opção, adotei como minha segunda casa. Apesar de ser natural do Porto, a minha cidade começou a ser Guimarães. Votei na japoneira ainda com mais gana, pois a camélia é a flor da minha cidade e, no meu jardim, só existem praticamente japoneiras.

Há muitas coisas com as quais discordo e, por ser demasiado frontal, «compro» guerras, quantas vezes sem saber o motivo. Tenho o péssimo hábito (outros dirão virtude) de pesar os prós e os contras de quanto me acontece e, na medida do possível, procuro ser justa.

A todos quantos se solidarizaram comigo e me deram prontamente amizade e incentivo para seguir em frente, o meu muito obrigada.

O reconhecimento é algo que muto dificilmente se dá e têm sido ex-alunos a mostrarem até que ponto a professora os marcou «positivamente».

Toda a vida fui guerreira e enfrentei os problemas e, fruto da vida, aprendi que as bofetadas se dão com luva de pelica. Lamento que a educação que recebi ou talvez não, me impeça de verbalizar o tipo de linguagem que os taipenses utilizam, não ofensivamente na maioria dos casos, como pão para a boca.

Vou aqui contar um dos meus casos verídicos de “Guerra ao Palavrão”. O catraio dizia tantos que chamámos a encarregada de educação. Quando percebeu o motivo, virou-se para o jovem e, numa só frase, enfiou quatro de carreirinha.

A escola só pode educar se e quando, em casa, os pais estiverem em sintonia com ela. Infelizmente, sabemos que não é assim.

Moro em Barco há 43 anos e fui obrigada a lutar pela minha posição na vila, enquanto professora, e, agora, vejo-me na mesma situação, na minha atividade de escritora.

É tão fácil fingir não ver o que está à vista.

Não paro e, mesmo quando desabafo com o papel e saem «poesias negras», lembrem-se que o poeta é um fingidor e o escritor também. Temos as nossas vivências boas e más, quem as não tem, mas os desabafos podem sair bem fofinhos como as histórias que invento para a minha neta. Ser avó é ser mãe duas vezes.

Chamem a escritora, a professora de escrita criativa, a contadora de histórias…  Se tiver disponibilidade, lá estarei.

Aproveitem os recursos que têm ao pé da porta e não os vão buscar lá longe, porque há custos a suportar.

E, em tempo de eleições, porque odeio partidos, apenas peço que votem. Eu andei de cravo ao peito, ainda estudante universitária, e, se conseguimos a democracia, também adquirimos um dever - o de votar. Não deixem que a abstenção seja a grande vitoriosa de mais uma eleição. Até à próxima.