A educação passa ao lado da maioria dos portugueses
Ao abrir o Google, apareceu-me esta frase de Immanuel Kant «A educação é o desenvolvimento, no homem, de toda a perfeição de que a sua natureza é capaz». É, realmente, um processo contínuo que deve começar no seio familiar e estender-se por toda a vida. Já Platão dizia que «O começo é a parte essencial de qualquer trabalho». É em casa que se estabelecem as primeiras bases do caráter, os valores essenciais e as normas de convivência social. A família funciona como a primeira escola do jovem, moldando a sua visão do mundo e preparando-o para os desafios futuros, sendo, posteriormente, complementada na e pela escola. E aí está a grande falha da nossa sociedade.
Os professores nunca têm razão. A razão está sempre o lado do filho, mesmo sem procurarem apurar os factos. Eu nunca tive problemas em lidar com os meus alunos e, se por vezes tomei atitudes menos ortodoxas, como mandar escrever 100 vezes numeradas a regra que o aluno tinha quebrado, eu tinha «postura», como me disse um aluno que está na França e me mandou uma minibiblioteca (outra das minhas taras), numa rotunda. A professora tinha postura. «Ainda estou a vê-la a descer do terceiro pavilhão de sapato alto e carteira igual e o livro de ponto na mão». Hoje não fazem o regulamento da turma, não existe o Estatuto o Aluno e o Provedor do aluno, inexistentes, quando por lá andava? E não fazem um Contrato Pedagógico, assinado pelo aluno, pelo professor e pelo encarregado de educação para o aluno ter um 3 ou deixaram de o fazer? Refiro-me aos professores de Português.
Se dei alguns mosquetes e dei, magoei-me mais a mim do que a eles, porque tenho um quisto na mão direita desde criança e não tenho força.
Tinha uma outra maneira de os calar «Exercício de expressão escrita». Muitos trabalhos corrigi. E eles sabiam que os trabalhos não prescreviam. Se os não faziam no 1º período, passavam para o 2º e por aí fora… E depois criei o Clube de Jornalismo e o Jornal Escolar e, mais tarde, a Oficina de Jornalismo e de Escrita Criativa. Não foi um nem dois que me disseram que me deviam o 20 ou o 19 no exame final do ensino secundário. Uma das minhas alunas do 9ºano foi colega de carteira do meu filho mais novo (que pena não ter sido professora dele, porque o 5 era 5 mas era bem suado!) e, na secundária, quando a professora começava a falar de certos conteúdos, ela resmungava baixinho». «Eu já sei isto». «Como é que podes saber?» «Esqueces de que fui aluna da tua mãe?».
Mudando de tema, por um lado, dizem não aos computadores e aos telemóveis, mas, por outro lado sentem-lhes a falta. A crer na comunicação social, por onde, infelizmente, passa a grande parte da desinformação, das chamadas «fakenews», dos assaltos (ainda ontem recebi uma mensagem da suposta CGD a alertar-me para um assalto à minha Caixa online). Eu publiquei a mensagem. Era um número chinês. Há meses que sou incomodada por telefonemas de todos os cantos do mundo, só porque uma vez tive a triste ideia de apostar num jogo das galinhas do Ronaldo, do presidente da república (esse estava de rir com metade da mensagem em português de Portugal e a outra metade em português do Brasil), o próprio diretor da CGD e ainda hoje lá estava outro. Passo a vida a denunciar esses anúncios, mas isso não interessa ao senhor Faceb00K.Interessa-lhe é fechar contas a propósito de tudo e de nada e a mim limita-me os corações e os gostos. Tenho tanto dinheiro em bitcoins que, qualquer dia, podia ir viver para o Dubai. Cada telefonema, a importância é diferente. Agora bloqueio tudo, mas eles furam por todo o lado. Ficam danados, quando lhes digo que o deem aos pobres. Hoje foi uma senhora que está a morrer e me queria deixar a sua fortuna. Eu devo atrair esta gente.
Já agora aproveito para dizer aqui que o meu Instagram é o TERESA.OLIVEIRA.9047. Alguém, eu não fui, criou o TERESA:PORTAL2026, ou melhor, transformou o TERESA:PORTAL.9047 nesse para ver se conseguia alguma coisa, já que não conseguiu com o outro. E à conta dessa gente, entro no meu perfil do Facebook pelos reels e só depois acedo à rede. E o Instagram é uma sorte estar lá. Aproveito também para dizer que não adiro ao THREADS, nem ao TIK-TOK, nem ao LINKEDIN.
A Meta já avisou de que vai fazer mudanças. Que venham! Maior “bagunça”, não vai originar. E fiquei a saber que esta palavra é brasileira, pelo nosso Marco Neves, embora haja quem a use cá. Sempre a usei. Realmente o meu bisavô materno, o dos Portais, de Cesar (Oliveira de Azeméis), esteve no Brasil e a minha avó nasceu lá, em Belém do Pará. E o irmão dela casou com uma brasileira. Como, em setembro, andávamos sempre por casa do tio Chico (Dr. Francisco Portal e Silva), tipo João Semana de «As pupilas do Senhor Reitor» do esquecido Júlio Dinis, ficou a palavra e outras talvez. Agora fugi para a literatura.
Estou farta de redes sociais e só mantenho as que tenho por causa de ser escritora ou já tinha desistido.
Outro inferno, o algoritmo apanhou as minhas preferências de publicação, mas deve também ter apanhado o tipo de amigos que tenho.
Se forem ao meu perfil do facebook, não à minha página de escritora (essa é profissional), tenho 6.600 seguidores, dos quais 1.700 a seguir-me. Tanta gente para quê? Gostam do que posto? Ótimo, porque desde a «bendita» da Feira o Livro, onde dei um valente trambolhão que é um entra e sai dos hospitais (2 Trofas) e do Centro e Saúde, por causa da perna. Há dois meses de perna no ar e gelo, antibióticos e…
Onde quero chegar? Aos «amigos». Onde estás? De que cidade és? O que fazes? Já almoçaste? Mas eu alguma vez dei a minha vida a saber a quem quer que fosse para virem estes aliciar-me? Deixei vários avisos. Agora, achei mais fácil dar amizade e bloqueá-los e eliminá-los logo a seguir. Se pagou o justo pelo pecador, que me desculpe. Nunca vi tanto homem desocupado e com outra coisa que não preciso de nomear, fora os grosseirões que me enojam.
Passemos adiante. Ainda bem que o algoritmo captou que adoro música clássica, factos científicos ou não fosse eu uma farmacêutica frustrada (se não entendeu entre no meu site-blogue de escritora https://www.mariateresaportaloliveira.pt e fica a perceber), História e factos históricos, factos inusitados, factos estranhos, ficção científica, astrologia, educação para a saúde e para o ambiente, escrita criativa, leitura, poesia, …
É o que atualmente posto e fico admirada com a pouca gente que adere a certos posts. A cultura passa ao lado da maior parte das pessoas. Se puser anedotas, imensa gente lá vai, assim como quando posto aquelas minhas bonecas, que agora têm a minha idade, e que levam recados que ninguém lê.
Ainda ontem vi outro post, onde se afirmava que os jovens da geração z não querem postos de chefia, não querem ser responsabilizados por nada. É muito mais fácil fazer, ser carneirinho, pelos vistos, do que tomar as rédeas e comandar. Aliás, eles mudam de emprego como quem muda de camisa. Ainda bem que os meus atinaram à primeira e são ambos ótimos empregados por conta de outrem, se os deixarem ser.
E com tudo isto acabei por perder o fio à meada, ou não fosse fã do Vitorino Nemésio, de que vos falo muitas vezes e, ainda ontem postei o Raul Solnado e foi lá pouca gente.
Os que foram meus alunos, não se dão a conhecer em público e falam comigo no privado. Razão tinha o tal aluno que me disse «Madame est d’autre époque». E sou mesmo. Cada vez me sinto mais «jurássica».
Então os insultos que originam certos posts, arrepiam-me. A mim já me chamaram de tudo. Até houve um idiota que me chamou «Ladra de reels». Não creio que fosse o autor de nenhum, porque eu sempre digo. Quem me dera saber fazer. Como não sei, difundo coisas bonitas que de guerras e coisas feias andamos nós cheios e de politiquices e de políticos de meia tigela também. Então, quando começam a falar do antes do 25 de abril, ainda nem eram nascidos, é do bom e do melhor. Esses idiotas ignoram que recebo o agradecimento das pessoas de quem difundo. Até há um nórdico que me pergunta se gostei mais desta ou da outra forma de fazer o reel, pois vai fazendo experiências.
E, para ser polémica, oxalá o Ronaldo faça a vontade ao filho e se aguente até ao Mundial de 2030 para poderem jogar lado a lado na equipa portuguesa!
É um jogador excecional em todas as vertentes e, agora sim, tenho a certeza de que vou ser lida e atacada, que é o que de melhor fazem os portugueses. Ser maledicentes e falar da vida alheia.
Para terminar esta grande «bagunça» sejam felizes e digam bem dos outros, não falem pelas costas e digam um bom dia à primeira pessoa que encontrarem.
Quem sabe não lhe melhoram o dia sem saberem?
Maria Teresa Portal Oliveira
(cronista, romancista, poetisa)