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Petanca de regresso: “Estava toda a gente com folia de jogar”

Pedro C. Esteves
Desporto \ quinta-feira, setembro 15, 2022
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O Open das Taipas marcou o final da época e agosto foi um mês “excelente”. “A covid atrasou-nos um bocado, mas superamos tudo”, diz o dirigente. A nova época arranca já em outubro.

O Clube de Petanca das Taipas organizou a terceira edição do torneio dos faqueiros, oficialmente designado por III Open das Taipas, no início do mês de agosto e juntou 84 praticantes da modalidade no parque de lazer da vila termal. Foi uma demonstração de vitalidade e de que havia gente “com muita genica” para voltar aos retângulos e estudar a melhor forma de aproximar as bolas metálicas da cochonette. Agosto foi mês de congregação em volta da modalidade. António Araújo, presidente da coletividade taipense, pinta um cenário de “animação” permanente no fundo da Alameda Rosas Guimarães. Sobravam jogadores aos campos numerados paredes meias com o polidesportivo.

“Deu para tudo”, começa por indicar ao Reflexo António Araújo. “Deu para a sede funcionar melhor , deu para jogar, conviver. E quando isso acontece é bom para todas as partes”, finaliza. Ajudaram à festa os muitos emigrantes que regressaram à vila durante agosto. Contribuíram para o ambiente festivo e para “o grande torneio” que foi o III Open das Taipas. É que entre os participantes, para além da presença de três equipas espanholas – uma feminina e uma masculina – estiveram também três equipas de emigrantes em França, que aproveitaram a estadia em Portugal. Os quatro primeiros de cada prova foram premiados com faqueiros compostos por peças de cutelaria tradicionais nas Taipas. No torneio que fechou uma temporada na ressaca da pandemia, “correu tudo bem”. “A covid atrasou-nos um bocado, superamos tudo, já fizemos a época toda, acabamos a época e fizemos o nosso torneio anual”, explica.

 

Jogadores e aficionados no recinto contíguo ao polidesportivo e ao parque de campismo

Jogadores e aficionados no recinto contíguo ao polidesportivo e ao parque de campismo

 

Depois da pandemia fechar tudo, “temos que andar para frente”

Há dois anos, com o cessar das atividades, também a sede do clube fechava. Agora, quem entra pelas portadas verdes da casa dos sócios, situada no parque de lazer da vila, encontra movimento e vozerio próprio de local acolhedor. Afinal, falamos de um local de aglomeração, que juntava aficionados do desporto, mas também quem procurasse “o convívio ou jogar duas de dominó”. “Foi muito difícil, foi mau para toda a gente, ainda bem que isto já passou. E vamos dar continuação ao nosso trabalho, temos que andar para a frente”.

Tudo voltou ao normal. “O mês de agosto foi excelente no parque. Posso dizer que foi melhor, porque estava toda a gente com folia de jogar”, repara o dirigente que preside o clube há quase 12 anos. António Araújo faz apenas um reparo: o estacionamento. Com o corte do trânsito no último canteiro da Alameda Rosas Guimarães, os carros “ficam mais longe” “Só é pena não ter grandes estacionamentos para o pessoal estacionar os carros à beira. A todo o tempo, o presidente da Junta de Freguesia diz que vai haver um parque de estacionamento ali no lado direito, na ‘Matinha’ [zona no arruamento que liga a Alameda ao Parque de Campismo] e então já vamos ficar com melhores condições”, explica.

Com os exames médicos agendados, está tudo pronto para começar a próxima temporada. A primeira prova acontece já no início de outubro, mas ainda não está calendarizado o adversário.