Tertúlia com diretores de festivais é novidade nos Banhos Velhos de 2026
A tertúlia sobre os últimos 15 anos da música em Portugal e o seu futuro, com a participação de diretores de festivais portugueses, marcada para 31 de julho, é um dos eventos que promete marcar a temporada de 2026 dos Banhos Velhos, ciclo cultural que volta a agitar o verão de Caldas das Taipas entre maio e setembro, com mais de 20 iniciativas gratuitas.
"Teremos uma tertúlia especial em celebração das 15 edições e como é que serão os próximos 15, tendo em conta o mundo polarizado em que estamos. Como é que a cultura pode ser um fator agregador, de união e de cumplicidade", realçou Luís Mota, programador da temporada, na apresentação do cartaz para 2026.
A temporada cultural reúne mais de 20 iniciativas gratuitas, com arranque marcado para 23 de maio, com a apresentação do livro “As lontrinhas regressam ao Parque das Taipas”. Momentos de maior visibilidade, os concertos realizam-se de junho a setembro, com Bruno Pernadas, músico que navega entre jazz, space age pop, folk, world music e eletrónica, distinguindo-se ainda pela composição de bandas sonoras, a regressar à vila termal em 4 de julho, após ter atuado pela última vez nos Banhos Velhos em 2022.
Nesse mesmo dia, sobe ao palco Hot Air Balloon, duo formado por Tiago Machado e pela irlandesa Sarah Jane Burke, radicado em Guimarães, que ressalva o espaço concedido às bandas locais no cartaz de 2026. A 6 de junho, no começo da temporada, Theo & The Dons, projeto radicado nas Taipas, sobe ao palco, enquanto o dia de encerramento, 19 de setembro, acolhe Tyroliro, projeto de Giliano Boucinha, músico radicado na cidade-berço, e de This Penguin Can Fly, que inclui na sua formação o baterista José Manuel Gomes, o anterior programador dos Banhos Velhos.
No próximo verão, Caldas das Taipas recebe ainda os concertos de Inês Marques Lucas e Rapaz Ego, a 5 de junho, Memória de Peixe e Fidju Kitxora e a tradicional Noite de Fados com o Grupo de Fados da Vila, em agosto, e as atuações de Club Makumba e PZ + Banda Pijama em 18 de setembro.
Além da música, o ciclo reúne ainda cinema ao ar livre também volta em julho, com “Foi só um acidente”, do iraniano Jafar Panahi, e em agosto, com “Valor Sentimental”, do norueguês Joachim Trier, teatro, com “Aquistas”, da companhia ATRAMA, e “Apeadeiro rural”, do Grupo de Teatro Amador de Campelos, ateliês infantis, oficinas de barro, visitas guiadas, uma noite de astronomia, um renovado workshop de escrita criativa e character design, visitas guiadas e uma aula de iniciação à canoagem, em parceria com o Clube Náutico das Taipas. "Destacava a atividade que liga à natureza e ao rio, numa parceria com o Clube Náutico das Taipas, com uma aula de iniciação à canoagem, atividade para miúdos e graúdos", salientou Luís Mota.
Orçamento de 50 mil euros
O programador realçou ainda que, se a meteorologia assim o permitir, o espaço dos Banhos Velhos vai ser “o foco principal” da programação, após alguns concertos terem sido transferidos para o polidesportivo do parque de lazer nos últimos anos. “Foi aqui que nasceu o festival e é aqui que a temos de celebrar”, vincou.
Ao lado, Tiago Rodrigues, presidente da Taipas Turitermas, cooperativa municipal responsável pela organização do ciclo cultural, adiantou que o orçamento ronda os 50 mil euros, valor suportado pelo contrato-programa com a Câmara Municipal.
Também presente na apresentação, o chefe da Divisão de Cultura da Câmara Municipal de Guimarães, Paulo Covas, referiu-se aos Banhos Velhos como “uma referência” nas Taipas e no concelho. “É de ressalvar a questão de ser um evento descentralizado, que cumpre a estratégia do município quanto à descentralização da cultura, e de reafirmar o apoio à iniciativa, não só em termos financeiros, como logísticos”, disse.