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"Território, comunidade e arte" na exposição que abre Rock no Rio Febras

Tiago Dias
Cultura \ sexta-feira, julho 24, 2026
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Escultura a partir de brinquedos vários, arco, barcos e pássaros em origâmi e cartazes diversos refletem a colaboração entre escolas EB1 do agrupamento de Briteiros no projeto “Life on Febras?”.

Entre o recinto para os concertos e a praça da alimentação, o espaço abrigado pelas densas copas das árvores é chão para um projeto artístico que está longe de ser “um aborrecimento digno de entristecer”, como canta David Bowie em “Life on Mars?”. A célebre canção de 1973 inspira o nome e a estética da exposição a inaugurar esta sexta-feira, às 18h00, antes das bandas que vão desfilar pelo palco. “Este é um projeto que liga território, comunidade e arte”, resume Marcelly Camera, técnica de práticas educativas para as artes, enquanto ultima os detalhes da exposição, juntamente com a professora Paula Silva.

Intitulado “Life on Febras?”, o projeto coordenado por Marcelly Camera, Paula Silva e Paulo César Gonçalves reúne as seis escolas EB1 do Agrupamento de Escolas de Briteiros em torno de uma iconografia ligada pela figura de David Bowie.

O grande arco que assinala a entrada para a exposição, construído a partir de caixas pintadas pelos alunos, inspira-se na ponte medieval de Donim, explica Paula Silva, profissional que trabalha com a Escola Básica do Paço, precisamente em Donim. Cruzando essa divisória, veem-se origâmis estendidos em forma de barco – alusão a Barco e ao rio – e de pássaros – “ligação à natureza e à liberdade” -, bem como a representação de placas topográficas das várias escolas, que estarão posicionadas consoante a distância geográfica entre elas.

No chão, veem-se inúmeros objetos – carrinhos, bonecos, ursos de pelúcia – ligados para formarem uma só escultura. "Pedimos aos alunos, por intermédio dos pais, que nos trouxessem um objeto para fazer um todo, uma assemblage. Vamos juntar os objetos todos. Daqui sai uma escultura", explica Paula Silva.

Em torno de todos esses objetos, ver-se-ão cartazes feitos pelas crianças, alusivos àquilo que gostariam que fosse o Rock no Rio Febras. “Cada um fez o seu próprio cartaz. São cartazes futuristas, do passado, do presente. Escolheram um tempo que representasse o festival a que gostassem de ir, que se chamasse Rock no Rio Febras, com artistas que escolhessem", salienta Marcelly.

A exposição “Life on Febras?” resulta de trabalho exclusivamente voluntário, à semelhança da restante organização do festival, a quem as agentes educativas agradecem. “Estamos habituadas a nãos. A organização só tem dito sim, sim, sim. Pediram apenas que fizéssemos o projeto e que o apresentássemos”, salienta Paula Silva.