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Sob milénios de história, trilhos de futuro ao ritmo das associações

Tiago Dias
Freguesias \ quinta-feira, outubro 27, 2022
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Neste suplemento dedicado à UF Briteiros S. Salvador e Sta. Leocádia, comunidade com história escrita na pedra, uma entrevista ao presidente da junta e uma viagem ao tecido associativo da freguesia.

Nas ocasiões em que Briteiros se faz comunidade, à boleia do trabalho das suas associações e movimentos, é inescapável a vigia da elevação sobranceira: dotado de uma visão panorâmica sobre uma boa porção do vale do Ave, o monte de São Romão entrelaça-se com o ser humano desde o fim do Neolítico (3.000 a 4.000 a.C.). Ali ergueu-se a Citânia de Briteiros, povoação atingiu o zénite demográfico em plena Idade do Ferro – século II a.C até século I d.C -, antes das influências romanas no seu urbanismo precederem a sua queda.

Ressuscitadas por Francisco Martins Sarmento a partir das escavações iniciadas em 1874, as ruínas de casas, ruas e muralhas são hoje referência na cultura castreja do noroeste da Península Ibérica e ex-libris da União de Freguesias (UF) de Briteiros São Salvador e Briteiros Santa Leocádia; o monumento nacional fundamenta, aliás, a existência do Museu da Cultura Castreja, aberto há quase 20 anos no solar da Ponte, e norteia uma das três principais rotas pedestres de Guimarães, a par da da Penha e da de São Torcato, com troços contíguos ao rio Febras.

A valorização desse curso de água é uma das prioridades do executivo da Junta de Freguesia, eleito nas Autárquicas de 2021, a par da eventual criação do parque de lazer junto ao solar da Ponte. O fortalecimento dos laços entre associações é outra das prioridades da autarquia.

Num território de 9,39 quilómetros quadrados, com 1.687 habitantes, segundo o Censos 2021 – queda de 6,2% face a 2011 -, há música e teatro a partir da Casa do Povo de Briteiros, a principal instituição de solidariedade social da UF, uma equipa de petanca a brilhar, sob a alçada do CRC Briteiros e vidas paroquiais alimentadas pelo escutismo; no caso de Santa Leocádia, também há guidismo, o movimento para mulheres fundado por Robert Baden-Powell. É preciso “revitalizar o sentido de união”, vinca o presidente, Diogo Costa.

 

 

Diogo Costa: “Precisamos de novas dinâmicas sociais, de um sentido de comunidade forte”

A vida associativa da união de freguesias (UF) está longe de ser “pobre”, afirma o seu presidente. Afinal, há a Casa do Povo de Briteiros, com o seu trabalho social e cultural, a Citânia, um grupo de teatro, a petanca do CRC Briteiros ou os agrupamentos de escuteiros ou de guias. Mas falta “interação” entre elas, diz. De resto, a autarquia gostaria de ver a área envolvente ao Museu da Cultura Castreja transformada num parque de lazer e os trilhos em redor da Citânia de Briteiros e do rio Febras mais limpos e bem sinalizados, com o auxílio, talvez, de uma brigada verde.



Na campanha para as últimas Autárquicas, disse que gostaria de ter um parque de lazer junto ao Museu da Cultura Castreja? Já há projeto ou pelo menos esboço?

Aqueles terrenos são da Sociedade Martins Sarmento (SMS) e estão muito desaproveitados. Já se fizeram reuniões com a SMS e também uma com o município, com a vereadora Sofia Ferreira, para percebermos a localização. Com pouco investimento, pode-se fazer ali uma coisa engraçada: é uma área muito grande com o rio a circundá-la, carvalhal e vegetação muito densa. A nossa ideia é limpar o espaço, criar uns percursos pedonais e ir equipando o espaço com mobiliário urbano e um parque infantil, uma necessidade da nossa freguesia. E há um museu à volta. O museu tem muito pouca afluência, mas poderia ter mais, até pelo que é a Citânia de Briteiros.



O museu está perto da Citânia de Briteiros, o ex-libris desta União de Freguesias. Como é olhado pela comunidade? O que é que lhe falta, até a nível turístico? Falam sobre isso com a Sociedade Martins Sarmento?

A Citânia está pouco aproveitada. Não sei de quem é a culpa, se há alguma falta de visão na possível criação de uma rota turística para aqui, alguma falta de divulgação nossa ou mais centralizada, pelo município. Alguém que venha visitar Guimarães não tem logo a informação de que há um monumento como a Citânia de Briteiros no concelho. E se calhar é preciso criar outras condições mais atrativas para lá ir. Temos um projeto que já mereceu visitas técnicas do Laboratório da Paisagem: uma espécie de ecovia, mas do Febras.



Num cenário ideal, esse trilho estaria sempre junto ao rio? Como é que pensam obter financiamento, já que só há ecovias previstas para o Ave, o Selho e o Vizela?

Quanto à ecovia do Febras, temos de melhorar os acessos. Já existem, mas não passam sempre à beira do rio. Temos uma série de moinhos não muito visíveis, porque a vegetação do trilho é densa. Com esse percurso, estaríamos sempre mais perto do rio, das quedas de água. Aquilo é muito bonito. Queremos ainda criar a brigada verde até ao final do ano, para reforçar a limpeza. E a sinalização não está nas melhores condições. Já tem havido queixas de pessoas que vão para os trilhos e acabam por se perder. Também queremos melhorar isso.

 

Crê que é possível alargar o cemitério de Briteiros São Salvador até ao final do mandato?

O terreno para o alargamento já foi adquirido pelo município, que deu um subsídio para a realização do projeto. Ficou dividido em três fases. A terceira fase está a ficar concluída, mas presa por pequenas burocracias. É uma carência com muitos anos – para aí uns 20, mas ainda não é possível adiantar prazos.

 

Olhando à freguesia menos populosa da união, Santa Leocádia, quais as necessidades mais prementes?

Temos uma rua que liga a freguesia a Longos, a rua das Travessas. É uma rua bastante extensa num estado muito debilitado. Em termos de infraestruturas, aquele é o foco para resolver o mais rapidamente possível. Também o Picoto, a zona de São Salvador que teve maior crescimento populacional nos últimos anos, precisa. As vias já não eram muito boas e com novas construções ficaram ainda mais degradadas.



Como vê a dinâmica associativa da freguesia?

Queremos revitalizar as freguesias e exponenciar o sentido de união, com uma dinâmica social mais forte do que até agora. Não temos cafés, nem restaurantes, talvez porque o sentido de comunidade se foi perdendo. Mas a nível associativo, não estamos muito pobres. Temos, em Santa Leocádia, dois movimentos ligados à Igreja: os escuteiros e as guias. Em Briteiros São Salvador, temos a Casa do Povo que faz vários eventos, como o Rock in Rio Febras em colaboração connosco, temos o grupo de teatro Citânia ou a secção de petanca do CRC Briteiros. No último torneio internacional, trouxe mais de duas centenas de pessoas à freguesia. Falta mais interação entre as associações. Queremos desenvolver uma atividade entre elas. E falta um grupo ou uma associação de jovens.

 

A principal atividade económica desta UF parece o cultivo e a venda de kiwis. Há mais alguma coisa que movimente o território?

O setor dos kiwis é o que causa mais impacto, porque temos várias plantações. Temos aí a KiwiGreenSun e a Frutas Douro Ao Minho. Depois há pequenas confeções têxteis e uma média, com cerca de 20 trabalhadores. E temos a Orthos XXI, de equipamentos ortopédicos, em Santa Leocádia, que está agora a construir uma nova instalação junto ao Avepark, ainda em Briteiros São Salvador, para agregar tudo.



Em Briteiros, há um campo desportivo com pouco uso. Gostaria de o ver requalificado? Para futebol, modalidade inativa em Briteiros, ou para outro uso, como petanca?

Gostaríamos que o espaço tivesse mais atividade, para o futebol ou para o crescimento da petanca, ali ao lado. Há problemas quanto ao funcionamento dos órgãos sociais do CRC Briteiros. Primeiro o clube deve garantir atividade. Se não tiver atividade, não se vai pedir à Câmara investimento. Mas há pessoas com vontade de dinamizarem o clube.



Que outros projetos ambicionam concretizar até 2025?

Com a covid-19, as pessoas sentiram falta dos trabalhos em comunidade. Temos o serviço de psicologia na Junta de Freguesia e tem havido uma maior procura nestes meses. Precisamos de construir novas dinâmicas sociais, de ter mais eventos comunitários para dar uma nova vida à freguesia. Precisa de um sentido de comunidade forte.

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Há um museu para aclarar a história da Citânia, mas falta mais transportes

Quem se atreve a deambular pelas outrora ruas daquele que foi um dos principais castros do noroeste peninsular, com apogeu entre os séculos II a. C. e I d.C., pode apreciar as muralhas defensivas do povoado, o balneário com a pedra formosa ou a Casa do Conselho, uma estrutura circular requalificada em 2004, mas aqueles desenhos em pedra são insuficientes para se explicar como viviam as comunidades que ali habitaram; a porta para as sociedades de então abre-se no Museu da Cultura Castreja (MCC), instalado no solar da Ponte desde 2003.

“Quem visita a Citânia vê o espaço, mas não tem explicações sobre as condições de vida de quem lá vivia. O MCC vai funcionar como centro de interpretação: tem objetos, vestígios, explicações a propósito do período de ocupação da Citânia”, esclarece Antero Ferreira, presidente da Sociedade Martins Sarmento, entidade que gere os dois locais.

Torna-se, por isso, “fundamental ir aos dois sítios”, independentemente do sentido em que se o faça, mas essa não é a regra entre os visitantes, admite. Por norma, “as visitas ao MCC são quase sempre metade das visitas da Citânia”, estima. Nos dois anos que antecederam a pandemia, o monumento nacional implantado no monte de São Romão acolheu mais de 36 mil visitantes – 17.000 em 2018 e mais de 19.000 em 2019, contando com visitas escolares. Em 2020, esse número caiu para os 7.000, tendo já sido ultrapassado em 2022 – “mais de 8.000 até agosto, o que dá a expetativa de 12.000 até ao final do ano”, estima o responsável.

A figura de Francisco Martins Sarmento, figura pioneira da arqueologia no norte de Portugal, evocada nas suas várias dimensões no MCC, e as condições de visita, com o apoio de dois arqueólogos – “uma qualidade que não é habitual nestes espaços” -, fazem daquele castro o mais visitado no Litoral Norte, mas há margem para aprimorar o turismo castrejo, crê Antero Ferreira.

Falta, a seu ver, uma estratégia de promoção da Citânia, que “ajude até o turista que visita a cidade a ficar por mais tempo”, e mais horários de transportes, sejam eles públicos ou privados, com rotas no município ou intermunicipais. “Poderia pensar-se num minibus para a Citânia durante os meses de verão, nem que fosse privado, e num percurso de Guimarães ao Bom Jesus e ao Sameiro, passando pela Citânia. Poderia ser um serviço complementar de vários pontos turísticos”, sugere. “É um percurso um pouco irregular e íngreme, que complica a visita”, testemunha.

 

Âncora cultural e social, Casa do Povo vai abrir centro de dia e sonha com lar

Entre as paredes do edifício creme envolvente ao centro de São Salvador de Briteiros, há um centro de convívio que funciona às tardes, com “atividades ocupacionais para idosos com bastante autonomia”, mas o acompanhamento aos mais velhos da UF está prestes a atingir um outro patamar, com a abertura do centro de dia, prevista para outubro.

A mesa, as cadeiras e os sofás já estão a postos para os futuros inquilinos, confirmando as palavras do presidente da Casa do Povo de Briteiros ao Reflexo. “A obra já está acabada. Tem capacidade para 20 idoso. Só estamos à espera do protocolo de cooperação para inaugurar o edifício e colocá-lo em funcionamento. O edifício está construído, preparado, mobilado. Só falta iniciar a atividade”, frisa Vasco Marques.

A solidariedade social é, na verdade, o destino da maioria do orçamento anual de 400 mil euros: fundada em 19 de janeiro de 1944, então como caixa de providência social para os agricultores da região, a instituição dispõe hoje de creche – serve 39 crianças com “lista de espera grande” -, de cantina social e de um serviço de apoio domiciliário, para além do espaço do cidadão, do espaço dos CTT (correios) e do já referido centro de convívio. Com o centro de dia praticamente realidade, há mais um sonho em congeminação: o do lar de idosos

“Vemos os lares completamente cheios. Há muita procura e as famílias têm dificuldades em encontrarem vagas. A Casa do Povo tem o sonho de oferecer essa valência”, confirma o seu responsável máximo, que fixa em 50 o número mínimo de utentes para o equipamento ser “financeiramente viável”.

Após o 25 de Abril, as Casas do Povo espalhadas pelo país transformaram-se em “associações recreativas, culturais e desportivas”, atributos que Briteiros ainda hoje ostenta. É certo que as equipas de futebol e de andebol feminino, bem como as secções de pesca e de cicloturismo – os Com Pedal – se extinguiram, mas as artes e o folclore perduram. O grupo folclórico criado a 30 de março de 1974 mantém-se vivo no seio de uma instituição que também acolhe o grupo de teatro Citânia e o coletivo Outra Voz.

Outra das marcas da instituição são os eventos: a performance Citânia Viva, cuja edição mais recente se deu a 01 de outubro, o Rock e Rojões ou o recém-criado Rock in Rio Febras, com o apoio do programa municipal ExcentriCidade.

Essa noite de verão iluminada a música rock é para continuar por parte de uma instituição que deu a volta aos problemas financeiros que a afligia há cerca de uma década – “dívidas de centenas de milhares de euros” e “funcionários com salários em atraso”, segundo o presidente – e que detinha 323 sócios com as quotas em dia, à data da última atualização, em 2018.

 

A petanca está “na linha da frente”. E o CRC Briteiros quer dar-lhe mais cobertura

Henrique Barbosa dirige a secção de petanca do Centro Recreativo e Cultural de Briteiros (CRC Briteiros) há três anos. Com o auxílio do irmão Miguel, cuida da sede e supervisiona os 26 campos que embalam o clube para a “linha da frente”, quer nas instalações, quer nas competições nacionais.

“Temos 26 atletas federados. Podemos fazer deste lugar um grande espaço de petanca não a nível do concelho, mas a nível nacional. A nível de clubes, estamos na linha da frente. O Clube dos Amigos da Petanca de Lordelo, em Paredes, também é muito forte. Tem cerca de 40 federados”, contextualiza o dirigente.

Em agosto, o CRC Briteiros sagrou-se vencedor da terceira edição do Open Internacional de Briteiros, com um triplete formado por Armando Oliveira, Mário Ribeiro e Avelino Marques, precisamente o fundador da secção, em 2012. Depois de anos a cultivar o bichinho enquanto emigrado em França, Avelino regressou à terra natal com um desporto que viria a ocupar o lugar da tradicional malha.

A prática difundiu-se no CRC Briteiros, que, além de jogadores da terra, foi captando atletas da vila de Caldas das Taipas, da cidade de Guimarães e até da vila de Moreira de Cónegos, na extremidade sul do concelho. Uma das razões para essa atração deve-se à cobertura que protege 13 dos recintos de petanca numa área contígua ao antigo campo de futebol. “Quando chove, há gente que vem dos campos das Taipas para aqui. De norte a sul, não há clube com as condições que temos”, realça o dirigente.

Mas o CRC Briteiros quer mais: a prioridade mais urgente da secção de petanca é prolongar a cobertura sobre os 13 campos ainda ao ar livre, num investimento que requer cerca de 122 mil euros. Henrique e Miguel Barbosa tencionam apresentar uma candidatura a um subsídio da Câmara Municipal de Guimarães até ao final de outubro, com a noção de que o impasse em torno dos órgãos sociais complica o processo.

“Como ainda existe oficialmente o presidente do CRCB, vamos ter de criar uma assembleia geral para fazer a destituição. Já nos quis entregar as chaves, mas a GNR impediu, porque, como o futebol não está ativo, a sede do clube tem de mudar para a sede da petanca”, esclarece o responsável máximo da secção.

Caso supere esse obstáculo, Henrique deseja robustecer o estatuto do open internacional, algo espera ver já em 2023: depois de ter acolhido 216 atletas, repartidos por 72 equipas, neste ano, o clube acredita em mais de 100 equipas na próxima edição. Estímulo à prática feminina e protocolos com as escolas dos agrupamentos de Briteiros e das Taipas para “apostar na juventude” são outros dos desígnios do clube.

 

A única companhia de guias do concelho mora em Santa Leocádia

“Sou guia desde os seis anos. A minha mãe e a minha madrinha também pertenceram. Não me lembro de não vestir a farda”, diz Ana Maria Oliveira, hoje com 30. Essa farda, azul, ostenta um símbolo em que a Cruz de Santiago se sobrepõe ao trevo: identifica uma companhia de guias, neste caso a de Santa Leocádia de Briteiros, única no concelho de Guimarães.

Formada por cerca de 30 elementos, a companhia enquadra-se no guidismo, movimento exclusivamente feminino, criado no Reino Unido, por Robert Baden-Powell, em 1910, três anos depois do aparecimento do escutismo, organização análoga então somente acessível ao sexo masculino.

As guias, prossegue a dirigente de Santa Leocádia, “trabalham em grupo e ao ar livre”, seguindo o método guidista, assim designado pela Associação de Guias de Portugal, que apregoa também o “compromisso”, o “autodesenvolvimento progressivo”, a “cooperação entre jovens e adultos” e o “serviço comunitário” como comportamentos a adotar. A “missão” da companhia é a de “formar raparigas responsáveis”, dando-lhes “autonomia, atitudes, competências e valores” para que “cresçam”, resume.

Ano após ano, a 1.ª Companhia de Guias de Santa Leocádia de Briteiros traça um plano anual, de setembro a junho, com atividades para o grupo – acampamento anual de cinco dias – ou para a comunidade. Várias decorrem em articulação com o Agrupamento 883 do Corpo Nacional de Escutas, como se verifica no Natal. “Trabalhamos mesmo muito com eles, porque os ideais são os mesmos”, diz Ana Maria Oliveira, a propósito de dois movimentos fundados a 08 de setembro de 1974, pelo então pároco de Santa Leocádia.

Mas as guias também sabem romper as fronteiras da freguesia, ao encontro das outras companhias do distrito, para atividades como os conselhos de honra, só para dirigentes, ou o designado Dia do Pensamento, que assinala, a 22 de fevereiro, as datas de nascimento de Robert Baden-Powell e da sua esposa, Olave Baden-Powell, que foi a primeira guia-chefe do movimento.

“Juntamos as 18 companhias da região no fim de semana mais próximo de 22 de fevereiro, num concelho onde haja guias. Já organizamos na cidade de Guimarães e em Caldas das Taipas”, refere a dirigente, acrescentando que a companhia vai participar, a partir da Maia, no encontro mundial deste ano, o Jamboree.

O principal desafio para o futuro é o de assegurar a renovação; para já, Ana Maria Oliveira deposita a confiança na “patrulha” que ascendeu ao terceiro nível da caminhada – o ramo caravela, entre os 14 e os 17 anos, acima das avezinhas (seis aos 10) e das aventura (11 aos 14) e abaixo das moinho (18 aos 21). “Vemos futuro nelas para segurar a companhia. Com o vasto número de atividades e hobbies que há. É bom termos raparigas que vêm as reuniões”, observa.