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Santo Estêvão com “lugar honroso”. CC Taipas acaba tranquilo após tremer

Tiago Dias
Desporto \ sexta-feira, junho 07, 2024
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Recém-promovidos à Divisão de Honra, verde-rubros valeram-se do coletivo e da veia goleadora de Manel para terminarem Série B no quarto lugar. O CC Taipas viveu época com três treinadores.

GD Santo Estêvão e CC Taipas concluíram a Série B da Divisão de Honra em águas calmas, numa temporada em que chegaram a rondar os lugares de subida à Pró-Nacional, e tiveram goleadores de pé quente. Oriundos do principal campeonato da Associação de Futebol de Braga, os taipenses ocupavam a vice-liderança à nona jornada, mas caíram de rendimento, atravessaram duas mudanças técnicas, face às saídas de Miguel Ferreira e Bruno Castro, e ainda desceram ao 10.º lugar a três rondas do fim, lidando momentaneamente com a sombra da descida. 

Já os verde-rubros foram a única equipa proveniente da 1.ª Divisão a manter-se no escalão distrital intermédio, fruto de um arranque morno, de um segundo terço do campeonato no terceiro lugar e de uma fase final em que se viram afastados da luta pela subida, mas carimbaram um “honroso quarto lugar”, assim descreve o treinador Rui Nogueira.

Convencido de que se encontra “no melhor projeto” da carreira, o técnico realça que o Santo Estêvão ultrapassou a inexperiência na competição graças à valia de um coletivo “muito organizado”, que também beneficiou do acerto de Manel, melhor marcador da prova, com 21 golos. Preparado para a segunda temporada em Santo Estêvão de Briteiros, Rui Nogueira assume que o jogo mais marcante da época foi a vitória caseira perante o CC Taipas, por 3-2, a 26 de novembro de 2023, pela “moldura humana” que encheu o Campo da Fraga.

O treinador que concluiu a época do CC Taipas destacou, por seu turno, a vitória por 2-0 na receção ao São Paio, que carimbou a permanência, à passagem da 28.ª e antepenúltima jornada, em 05 de maio. “Contra uma equipa forte, conseguimos praticar o futebol que queríamos. Soubemos sofrer quando era preciso e jogar quando era necessário”, descreve Joel Costa.

Em mês e meio sob liderança do coordenador da formação, a equipa principal dos taipenses somou 10 pontos em sete jornadas, com o plantel a recuperar confiança “passo a passo” e a abrir portas a atletas juniores, nomeadamente Vítor, central que ganhou a titularidade. Para Joel Costa, a receita para um futuro que contemple o regresso à Pró-Nacional exige a mescla de “três ou quatro jogadores mais maduros” com a “qualidade dos miúdos”, entre os quais Diogo, segundo melhor marcador da prova, com 15 golos.

[ndr] artigo originalmente publicado na edição de junho do Reflexo.