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Rock in Rio Febras foi “um sucesso” e já pensa repetir a dose

Tiago Dias
Cultura \ quinta-feira, julho 28, 2022
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Organização destaca adesão entre as mil e as 1.500 pessoas, o “comportamento exemplar” do público e a disponibilidade dos artistas para atuarem de novo em Briteiros.

A edição inaugural do Rock in Rio Febras prometia doses fartas de guitarra, baixo e bateria com ingredientes locais, atrativos que parecem ter cativado o público a deslocar-se ao parque fluvial de São Salvador de Briteiros para lá das “expetativas” criadas; recheado de projetos locais, sobretudo oriundos do norte do concelho de Guimarães – Theo, Divine Roguery, Growing Circles, Overlook, Les Dirty Two, Pedro Conde, Crocky Girls e Los Bomboneros -, o cartaz atraiu entre mil e 1.500 pessoas.

“Foi um sucesso (…). Tínhamos boas expetativas, mas nunca esperámos que corresse tão bem não só no número de pessoas que apareceu, que excedeu as melhores expetativas, como noutros fatores”, adianta Vasco Marques, um dos membros da organização do festival, composta pela União de Freguesias de Briteiros São Salvador e Briteiros Santa Leocádia, pela Casa do Povo de Guimarães, pela Câmara Municipal de Guimarães, através do programa Excentricidade, e do grupo informal Rock & Rojões.

O responsável enaltece igualmente o “comportamento impecável” do público, “sem o mínimo incidente” no dia e sem “qualquer lixo no chão” no dia seguinte. Já as bandas e os DJ’s foram, no entender de Vasco Marques, “espetaculares”, tendo já mostrado disponibilidade para atuar de novo naquele palco. Essa vontade foi, aliás, expressa não só por quem tocou no Rock in Rio Febras, como por músicos que assistiram ao evento e outros que nem sequer estiveram no local.

 

“O sucesso não nos vai subir à cabeça”

Perante o sucesso da edição inaugural, a organização “pensa repetir o festival no próximo ano”, “na mesma altura”, com “a mesma receita”; mais do que expandir o Rock in Rio Febras, a prioridade é manter o parque fluvial de São Salvador de Briteiros como “espaço de convívio entre as pessoas que fazem música na área”, voltado para um público à escala concelhia.

“Poderia haver aqui uma expetativa de crescer, mas queremos manter sempre os pés no chão. Queremos mostrar o talento que as bandas têm, mas também que as pessoas desta comunidade vejam o que têm para mostrar”, disse.