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Receitas dos impostos municipais aumentam em Guimarães

Catarina Castro Abreu
Economia \ quinta-feira, agosto 10, 2017
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A Câmara de Guimarães regista um aumento das receitas dos impostos municipais durante 2016, revela o Anuário Financeiros dos Municípios Portugueses 2016, documento da responsabilidade da Ordem dos Contabilistas Certificados e do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave. O passivo da autarquia vimaranense em 2016 superava os 52 milhões de euros, ainda assim, menor do que em 2015.

O documento, que é da responsabilidade da Ordem dos Contabilistas Certificados e do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, apresenta uma análise económica e financeira das autarquias portuguesas. O Anuário está dividido em três categorias: grandes municípios, médios municípios e pequenos municípios. Guimarães faz parte da categoria grande município por ter uma população superior a 100 mil habitantes (Guimarães tem 153 995 habitantes). A Câmara de Guimarães conta com 1585 trabalhadores.

Guimarães é o 14.º município com maior volume de receita cobrada: cobrou 84.355.525 euros, menos 2,1% do que no ano anterior. Mais aumentou as suas receitas nos impostos municipais: IMI, IMT, Derrama e IUC. Está em 19.º lugar dos municípios com maior receita cobrada de IMI, tendo arrecadado, em 2016, 19.462.597 euros em IMI, o que representa 23,1% das receitas totais da autarquia.

O aumento significativo de IMT, para a totalidade dos municípios, no ano de 2016 (+12,4%), encontra-se refletido neste ranking: Guimarães apresenta uma taxa de crescimento de IMT na ordem dos 52,3%, encaixando mais quase dois milhões de euros (1.949.579 euros), face a 2015. No ano passado, Guimarães cobrou 5.674.782 de euros em IMT, o que representa 6,7% das receitas totais da autarquia. É 13.º município que registou o maior aumento de cobrança de IMT.

Quanto à Derrama, registou um aumento de 33,8% entre 2015 (2.983.420 euros) e 2016 (3.991.282 euros). Está em 13.º no ranking. O IUC também regista uma variação positiva de 1,7%, tendo o município de Guimarães arrecado 3.433.827 euros em 2016.

Passivo desce

O passivo da autarquia desceu em 2016 e é 19.º na lista de municípios com maior dívida. Ficou-se nos 52.329.931 euros, menos 6.699.327 do que em 2015. As contas vimaranenses apresentaram, em 2016, 10.900.958 euros de resultados líquidos, sendo que o índice de dívida total é de 71,6%.

Guimarães foi ainda o município que apresenta um dos maiores volumes de investimentos pagos (aquisições assumidas de bens de capital) com 14.244.325 euros, mais 57,7% do que no ano anterior. Registou ainda um aumento do investimento total, direto e indirecto, mais 6,7 milhões de euros investidos do que em 2015. Está em 14.º entre os municípios que apresentam maior volume de despesa paga em 2016, tendo desembolsado 80.568.122 euros, sendo que 23.459.014 euros dessa despesa foi para os 1.585 trabalhadores da Câmara, mais 75 funcionários do que em 2015.

Segundo o documento, Guimarães não está entre os 50 municípios que apresentam maior independência financeira mas está em 10.º no ranking global dos municípios de maior dimensão com melhor eficiência financeira, registando uma melhoria face ao ano anterior, quandoestava em 13.º lugar.

Vimágua apresenta 7.º maior passivo do SEL

Quanto ao setor empresarial local (SEL), a Vimágua está em 7.º com o maior passivo em 2016, que neste momento está nos 29.645.453 euros (13.939.784 euros em empréstimos e 15.705.669 euros na categoria de outras dividas a terceiros). Por outro lado, é das que apresenta uma variação positiva em caixa e depósitos bancários, de 1.796.282 euros, cifrando-se nos 8.514.200 euros. É também a 14.ª entidade do setor empresarial local com melhor resultado líquido, de 651.255 euros (menos 472.128 euros do que em 2015).

O anuário inclui ainda um gráfico da evolução da situação financeira do município. Eis o de Guimarães: