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PSD visitou obras das Taipas: “Tempo de execução causa graves prejuízos”

Bruno José Ferreira
Política \ domingo, abril 23, 2023
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Ricardo Araújo auscultou moradores e lojistas, defendendo que deve haver compensações. Entende que requalificar a Nacional 101 é "prioritário" e deve pensar-se numa nova saída da autoestrada.

Uma comitiva do Partido Social Democrata (PSD), liderada por Ricardo Araújo, tomou o pulso, na manhã deste sábado, ao andamento da intervenção que está a ser realizada no centro cívico das Taipas. Vários elementos desta força partidária percorreram o coração da vila, falando com moradores e lojistas.

O líder concelhio do partido, justificou esta visita por se tratar “do segundo maior foco populacional do concelho de Guimarães”, mas também pelo facto de estarmos perante “uma obra de grande relevância” e “um investimento importante por parte do município, cerca de 5,8 milhões de euros”. Rodeado de vários sociais-democratas, como é o caso do vereador Hugo Ribeiro e também de Constantino Veiga, candidato à junta de freguesia nas últimas eleições, Ricardo Araújo destacou algumas preocupações no final do périplo pelo centro das Taipas, defendendo que deveria haver uma comparticipação aos comerciantes afetados pelos constrangimentos causados.

Desde logo, “o tempo de execução da obra” foi uma das preocupações apontadas. “Leva já mais de dois anos: iniciou-se em setembro de 2020 e o prazo de execução foi já largamente ultrapassado”, vincou, em declarações ao Reflexo, sustentando que isto tem “causado graves prejuízos a todos aqueles que têm aqui a sua vida, particularmente a vida profissional e empresarial”.

Acreditando que, no final, a intervenção “seguramente vai valorizar as Taipas”, o líder da oposição reiterou aquela que tem sido a posição do PSD: “Defendemos que deveria haver um mecanismo de compensação aos comerciantes, criado pela câmara, que de alguma forma atenuasse as dificuldades que uma obra deste tipo acarreta. Infelizmente o PS, seja aqui nas Taipas, seja no executivo municipal, nunca esteve sensível, nem disponível para este mecanismo de compensação, que para nós era determinante”.

Entre as preocupações transmitidas pelos taipenses, Ricardo Araújo destaca “a redução dos lugares de estacionamento”, “algumas dificuldades na acessibilidade e na mobilidade para pessoas com mobilidade reduzida” e também “a mobilidade e acessibilidade”, nomeadamente perceber se “o trânsito vai melhorar ou piorar”.

PSD defende “intervenção na Nacional 101” e “saída da autoestrada em Brito ou Sande”

Aproveitando esta visita às Taipas, o presidente da concelhia de Guimarães do PSD voltou a apontar “as dificuldades de acessibilidade que temos do centro da cidade à vila” como "inadmissível". “Não se justifica que Guimarães continue com os mesmos problemas de mobilidade, particularmente a norte aqui para as Taipas, a sul para Lordelo ou para oeste para Ronfe”, destacando que a acessibilidade às Taipas é, no seu entender, prioritária.

“O PSD há vários anos tem vindo a defender que é prioritário que possa ser requalificada a Estrada Nacional 101, aumentando as faixas de rodagem, com investimento forte no transporte público, com a criação de uma via dedicada. Destes três, não tenho dúvidas que o primeiro é precisamente a ligação da cidade às Taipas, é estratégico para o desenvolvimento do concelho, para a melhoria da qualidade de vida daqueles que aqui vivem e trabalham, considerando também a importância industrial e económica da vila das Taipas e das freguesias que estão aqui à volta, é absolutamente decisivo melhorar esta acessibilidade”, atirou, complementando que a Via do Avepark “não vai resolver o problema”: “É um erro estratégico; para nós é um erro crasso, espero que não venha a ser cometido, porque será um erro histórico para o nosso concelho”, pontuou.

Por último, Ricardo Araújo defendeu ainda a criação de uma nova saída da autoestrada que possa beneficiar a zona norte do concelho. “Algo que o PS devia investir algum tempo já há uns anos a esta parte, é na defesa numa saída do nó da autoestrada em Brito ou Sande, que naturalmente facilitava e resolveria grande parte dos problemas de mobilidade que temos nesta zona norte do concelho”, concluiu.