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“Problemas sérios”: Bruno Ferreira faz alerta da situação do CC Taipas

Bruno José Ferreira
Desporto \ quarta-feira, maio 22, 2024
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Atual presidente do clube pede “união” em torno do CC Taipas, denuncia “situações graves” e mostra-se disponível “para continuar na luta se os sócios assim entenderem”.

O CC Taipas enfrente uma realidade financeira com “problemas sérios e graves”, estando a contas com duas injunções por parte de credores, que colocam em causa a subsistência do clube centenário. Este cenário foi assumido pelo atual presidente, Bruno Ferreira, num balanço do mandato de dois anos que está prestes a chegar ao fim.

“Os constrangimentos financeiros continuam, não o podemos esconder”, refere Bruno Ferreira ao Reflexo. “Temos agora um problema sério com uma injunção referente à construção dos balneários, que não é fácil resolver: o CC Taipas recebeu 40 mil euros que não foram canalizados para o sítio certo, é fácil encontrar os responsáveis”, atira o líder máximo do clube.

Com juros, essa injunção já se cifra nos 56 mil euros, explica. “De uma dívida de 40 mil euros temos agora uma injunção no valor de 56 mil euros para resolver. Temos também uma injunção de uma pessoa que esteve aqui ligada ao clube, o Carlos Lima, que o clube reconheceu dever 6 mil euros, mais um problema para resolver. Não foi a nossa direção que criou a dívida, quem esteve aqui nestas gestões, do Campeonato de Portugal – que custou 100 mil euros aos CC Taipas – devia ser responsabilizado pela má gestão que fizeram no clube”, complementa, referindo que “o principal prejudicado é sempre o clube”.

Mesmo assim, Bruno Ferreira garante ter já solucionado várias questões herdadas de direções anteriores, inclusive logo que tomou posse, para permitir ao clube continuar a competir.

“Foi público desde o início, fizemos questão de o dizer em assembleia geral logo que entrámos. Tivemos um início de mandato muito difícil, com contas para pagar na Segurança Social, nas Finanças, tivemos de pagar 12 mil euros na Associação de Futebol de Braga se não o clube nem uma equipa de petizes podia inscrever”, assegura, revelando que o CC Taipas continua com “problemas na AF Braga, vamos pagando o que conseguimos”.

“Balanço positivo”, apelo à “união” e disponibilidade para continuar

Olhando para aquilo que foram os dois anos de mandato – recorde-se que o CC Taipas vai a eleições para os órgãos sociais no dia 01 de junho – Bruno Ferreira aponta a formação como principal bandeira do clube, dizendo que essa deve ser a aposta.

“Em relação aos seniores, foi assumido a redução de orçamento, que consequentemente levou à descida de divisão. Este ano comprometemo-nos a manter, o objetivo foi alcançado. Em relação à formação, os resultados estão à vista: temos uma equipa campeã e nos quartos de final da Taça, com subida de divisão, equipa de juvenis está prestes a subir e os iniciados na luta pela subida. Temos cerca de 200 atletas, quando chegámos eram 130 e continuam a chegar mais miúdos”, destaca.

Um dos marcos que sustenta este crescimento, acredita, é a certificação junto da Federação Portuguesa de Futebol. “É ainda um Centro Básico de Formação, sem estrelas, mas é um processo contínuo, que não tinha sido alcançado, e conseguimos isso com o trabalho de todos; espero que seja possível dar continuidade a esse trabalho de crescimento da formação”, sustenta.

De resto, Bruno Ferreira acredita que foi possível “restaurar um pouco da imagem do CC Taipas”, “não houve greves por falta de pagamentos e nenhum jogador se pode queixar que o CC Taipas lhes deve alguma coisa”. Entre agradecimentos aos patrocinadores, o presidente do emblema do javali lembra que, mesmo com os constrangimentos, “foi possível assinalar de forma digna o centenário graças à comissão que se empenhou para elevar o nome do clube”.

Em relação ao futuro, Bruno Ferreira   diz que “mais do que nunca o clube precisa de união”, mostrando-se disponível para continuar: “Estamos aí mais dois anos para a luta se assim os sócios quiserem”. “Vamos a eleições, aparece uma, duas, três ou quatro listas, e acho que ninguém ganha com isso. O clube é que perde, partimos ideias e pessoas numa fase em que é importante toda a gente trabalhar em prol do mesmo. É importante as pessoas unirem-se pelo clube, num objetivo em comum do CC Taipas. Nestes dois anos foram feitas coisas boas, mas podiam ser feitas muitas mais se as pessoas remassem para o mesmo lado”, termina.