Pavilhão do CART recebeu mais de duas centenas de pequenos hoquistas
A iniciativa contou com a participação de quatro dezenas de equipas, distribuídas pelos três escalões e pelos 13 clubes participantes. Para além das três equipas do CART, uma por cada escalão, fizeram-se representar neste Encontro o OC Barcelos, ED Viana, Riba D'ave HC, CP Monção, HC Fão, Valença HC, A Cervães Activo, A. Juventude de Viana, HC Braga, Famalicense AC, Vizela Skating e ADJ Vila Praia, num total de cerca de 250 jovens hoquistas.
Com idades compreendidas entre os três e os 10 anos, atletas e familiares proporcionaram momentos de convívio e amizade que há muito não se vivia no pavilhão taipense. Sabe-se que desde a COVID19, com as restrições impostas, no caso concreto do CART, mas também de forma generalizada, os escalões de base no hóquei em patins praticamente desapareceram dos clubes.
No CART, num trabalho iniciado há quatro anos, tenta-se reerguer a casa. Pedro Ruben, atleta sénior do clube, é o principal rosto deste trabalho e quem tem acompanhado de mais perto este crescimento dos escalões mais jovens no hóquei em patins do CART.
Na sua ótica, a importância deste tipo de iniciativas para a modalidade insere-se no sentido da promoção, de conseguir chegar a um maior número de crianças, conseguir chegar às escolas.
O pós COVID foi, para o responsável pelo desenvolvimento destes escalões, “um trabalho muito desgastante. Durante alguns meses dei treinos a apenas 2 atletas e sem perspetivas futuras”.
Há, no entanto, questões que ainda dificultam a divulgação da modalidade. “Se antes da pandemia conseguíamos chegar às escolas através de um projeto municipal em que envolvia os clubes e associações nas Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) e Componente de Apoio à Família (CAF), através do qual conseguíamos captar muitas crianças e formar equipas com alguma facilidade, depois da pandemia, esse projeto foi extinto, ficamos sem forma de dar a conhecer a modalidade no concelho, no meio escolar. Atualmente vamos às escolas nas férias letivas através das AEC e CAF e conseguimos fazer alguma promoção da modalidade, mas acaba por não ter um resultado tão significativo como o projeto anterior, uma vez que não é um trabalho contínuo, durante todo o ano”, referiu Pedro Ruben, relativamente às dificuldades sentidas na promoção da modalidade no meio escolar. Para o mesmo responsável, atendendo ao facto do CART ser o único clube de Guimarães a praticar hóquei em patins, modalidade com enorme tradição em Portugal, “seria um falhanço enorme de todas as entidades responsáveis deixarem esta modalidade desaparecer, quando existem condições para fazer melhor”.
Já em relação à evolução que se tem feito sentir no reaparecimento destes escalões mais jovens no CART, Pedro Ruben considera que “ninguém acreditava na reativação da modalidade. A verdade é que com alguma resiliência conseguimos chegar a algumas crianças e hoje estamos cá. Estes atletas que estão em competição são fruto de 4 anos de trabalho. Espero que no futuro, consigamos chegar às escolas, como anteriormente já estivemos presentes, para dar continuidade à descoberta de novos talentos para constituição de novos escalões de formação, tornando a modalidade uma referência no concelho”.
O jovem treinador do CART faz, por isso, um balanço “extremamente positivo” deste 7º Encontro de Bambis, Escolares e Benjamins. “Tivemos cerca de 250 atletas, pavilhão completamente cheio durante todo o dia, criamos dinâmica na promoção da nossa vila, com a nossa população que adora a modalidade e conseguimos proporcionar um dia fantástico a mais de 2 centenas de crianças. Quando assim é, tudo acaba por fazer sentido neste tipo de iniciativas”, finalizou.






