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Música e contemplação para levar ao Extremo em fronteira a partilhar

Tiago Dias
Cultura \ quinta-feira, julho 16, 2026
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A linha que divide Braga e Guimarães vai unir de novo os milhares de pessoas que procuram música eletrónica, contemplação da natureza e relações comunitárias na segunda edição do festival, no sábado.

O cuidado em atrair nomes incontornáveis da cena internacional da música eletrónica - Alessandro Cortini e Valentina Magaletti -, artistas com potencial para se afirmarem nesse campo - Debit ou Shane Parish – e nomes portugueses com quem a Capivara Azul mantém uma relação de longa data - Pedro Augusto ou Molero – e outros emergentes – Joana de Sá e Calcutá - alia-se a um necessário diálogo com a natureza envolvente e com o reforço de laços comunitários na segunda edição do Extremo, que se realiza do nascer ao pôr do sol, em 18 de julho.

“A primeira edição do festival Extremo reuniu mais de três mil pessoas, esgotando todos os espaços de apresentação onde existia lotação limitada. Tínhamos esta intuição, mas a edição do ano passado comprovou-o: há uma apetência do público por propostas que se afastem do formato da maioria dos festivais que se fazem no verão. Interessa-nos juntar um programa com qualidade artística com um ritmo que permita ao público respirar, escutar e descobrir o território”, vincou a associação organizadora, a Capivara Azul, em comunicado.

Legado da Braga 25 – Capital Portuguesa da Cultura, o festival tem como cenário os Sacromontes que constituem fronteira entre os concelhos de Braga e de Guimarães, uma linha imaginária onde o discurso de rivalidade deve dar lugar à partilha, entende a organização. “Enquanto estrutura cultural que atua nos dois concelhos, desde o início que acreditamos que a relação entre Braga e Guimarães tem muito mais potencial quando é pensada a partir do entendimento, da colaboração e da partilha”, acrescenta a organização.

Além dos artistas convidados, o programa inclui uma sessão de duas horas de improvisação em torno da música eletrónica, no Parque de Merendas da Falperra, com curadoria do coletivo Estudo do Meio, a iniciativa Trajetos Comunicantes, com “uma peça sonora original para ser escutada” a bordo da linha 23 dos Transportes Urbanos de Braga, que liga Sameiro e Falperra, oficinas dedicadas a biomateriais, sob orientação da bióloga Ana Pereira, e à construção de dispositivos eletrónicos alimentados a energia solar, uma visita guiada à fauna e flora dos Sacromontes, com técnicos do Laboratório da Paisagem, e a instalação “*Habitat*”, de Adriana Sá e John Klima. Tanto as oficinas como as visitas guiadas e a caminhada da manhã, que marca o arranque do festival, são de participação gratuita, mas exigem inscrição prévia.

A 25 de junho, durante a apresentação do Extremo, a Câmara de Guimarães e a Faz Cultura – Empresa Municipal da Cultura de Braga assinaram um protocolo de cooperação logística em torno do festival.