Marc Monteiro: “houve sempre disponibilidade para colaborar"
O pároco de Sande Vila Nova, acusado pela Junta de Freguesia local de ter travado a realização de uma iniciativa solidária, sai em sua defesa dando nota que “não corresponde à verdade a ideia de que tenha existido qualquer intenção de inviabilizar ou dificultar a concretização desta ação solidária”.
Num esclarecimento dirigido á nossa redação, Marc Monteiro, garante que “em momento algum o pároco ou a paróquia impediram, bloquearam ou desrespeitaram a realização da referida iniciativa solidária”, tendo a situação resultado “exclusivamente de uma questão de disponibilidade do espaço inicialmente pretendido para o dia 16 de maio”.
Marc Monteiro refere ter havido sempre “disponibilidade para colaborar e encontrar uma solução que permitisse a realização da iniciativa” e lamenta, por isso, “que uma situação relacionada com a gestão e disponibilidade de espaços tenha sido transportada prematuramente para a praça pública, sem que tivesse sido privilegiado o diálogo institucional e direto entre as partes, caminho que seria certamente mais útil para a serenidade da comunidade e para a própria causa solidária que todos afirmam querer servir”.
Transcreve-se a seguir, na integra, o esclarecimento enviado à nossa redação:
RELATIVAMENTE AO COMUNICADO DIVULGADO PELA JUNTA DE FREGUESIA DE SANDE VILA NOVA E ÀS INFORMAÇÕES PUBLICAMENTE VEICULADAS SOBRE A REALIZAÇÃO DE UMA INICIATIVA SOLIDÁRIA PROMOVIDA PELO AGRUPAMENTO DE ESCUTEIROS PARA APOIO A UMA JOVEM DA FREGUESIA, IMPORTA ESCLARECER, COM SERENIDADE E RIGOR, OS FACTOS OCORRIDOS.
Em momento algum o pároco ou a paróquia impediram, bloquearam ou desrespeitaram a realização da referida iniciativa solidária.
Desde o primeiro contacto efetuado pelo Chefe do Agrupamento, o pároco manifestou total disponibilidade e abertura para acolher e colaborar com a realização da atividade.
A situação verificada resultou exclusivamente de uma questão de disponibilidade do espaço inicialmente pretendido para o dia 16 de maio. Na ocasião, foi transmitido que, do ponto de vista da atividade pastoral e paroquial, não existiam iniciativas agendadas para essa data. Contudo, como é do conhecimento do próprio Agrupamento, a gestão e cedência dos espaços paroquiais são asseguradas por um responsável da Fábrica da Igreja, através de quem são formalizados e confirmados os respetivos agendamentos.
Posteriormente, verificou-se que o referido espaço já se encontrava previamente cedido a terceiros para a mesma data, impossibilitando naturalmente a sua utilização simultânea.
Perante essa circunstância, foi imediatamente procurada uma solução alternativa, tendo sido proposta a realização da iniciativa no dia 23 de maio, solução essa que veio a ser aceite e posteriormente divulgada publicamente pelos próprios promotores.
Assim, não corresponde à verdade a ideia de que tenha existido qualquer intenção de inviabilizar ou dificultar a concretização desta ação solidária. Pelo contrário, houve sempre disponibilidade para colaborar e encontrar uma solução que permitisse a realização da iniciativa.
Relativamente à referência feita à utilização de logótipos institucionais, apenas foi levantada uma questão de esclarecimento quanto ao respetivo enquadramento e utilização, algo que se considera normal e legítimo em qualquer contexto institucional.
A paróquia lamenta, por isso, que uma situação relacionada com a gestão e disponibilidade de espaços tenha sido transportada prematuramente para a praça pública, sem que tivesse sido privilegiado o diálogo institucional e direto entre as partes, caminho que seria certamente mais útil para a serenidade da comunidade e para a própria causa solidária que todos afirmam querer servir.
Importa que estes assuntos sejam tratados com sentido de responsabilidade, respeito institucional e verdade dos factos, evitando interpretações precipitadas ou juízos públicos injustos que em nada contribuem para o bem da comunidade.