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Luís Soares: "O PS tem cumprido e quer cumprir os compromissos assumidos"

Redação
Política \ quinta-feira, fevereiro 04, 2016
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Numa entrevista do Reflexo o deputado taipense descreveu um pouco do seu quotidiano no Parlamento e nas Comissões Parlamentares. A entrevista será publicada no jornal Reflexo de Fevereiro.

Acredita que esta legislatura irá até ao final do mandato?
Os mandatos são para serem cumpridos. O Partido Socialista está a trabalhar de facto para cumprir o acordo tripartido. Mesmo com as críticas da direita e as pressões da Comissão Europeia, a verdade é que o PS tem cumprido e quer cumprir os compromissos assumidos.

Nas presidenciais, por exemplo, a CDU teve um resultado muito baixo. Não existe o receio de a CDU repensar o seu posicionamento?
Naturalmente, não me cumpre falar da estratégia do PCP.
As eleições presidenciais são eleições muito particulares. Para a comunicação social fica o elogio de algo absolutamente tenebroso, como consegue fazer um presidente da República. Temos um cidadão legitimamente eleito, que se preparou para esta função como comentador político durante 15 anos.

E quanto aos resultados de Maria de Belém?
Foi sacrificada pelas declarações que fez sobre as pensões vitalícias. Chegou a ter bons indicadores, mas nos últimos quinze dias, a necessidade de não prestar declarações sobre as pensões vitalícias e, quando prestou, não foram de facto as mais felizes e tiveram um impacto brutal.

Concorda com a matriz do Orçamento de Estado apresentado e que poderemos sintetizar em mais rendimento, menos austeridade, mais consumo, menos poupança?
Não será menos poupança, é mais consumo e procura do crescimento económico, de estimular a economia. Isso em contraposição ao modelo da austeridade que fracassou. Aquilo que a direita chamava austeridade expansionista continuou a dar uma dívida estrutural galopante e um deficit descontrolado. A única forma de cumprir as obrigações é de facto crescer e esse crescimento só se obtém com políticas expansionistas. Este Orçamento é um exemplo disso, devolver rendimento às famílias, garantindo que algumas saiam do limiar da pobreza para onde foram atiradas, estimular o consumo interno, como, por exemplo, com a diminuição do IVA na restauração.

Como analisa a trajetória de António Costa desde a vitória sobre António José Seguro, a derrota nas legislativas e acabando por ser o primeiro-ministro?
António Costa é um indivíduo perfeitamente determinado e que tem uma característica que explica o facto de ter chegado a primeiro-ministro, que é a capacidade de criar consensos e de construir posições conjuntas relativamente a determinadas matérias. E é esta característica que António Costa tem e António José Seguro não tinha - a capacidade de criar consensos, de criar equilíbrios e, acima de tudo, de recuperar a confiança que se tinha perdido.

Leia a entrevista na íntegra na edição de Fevereiro do jornal Reflexo.