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Luís Soares: memorial ao combatente é um exemplo "de democracia direta"

Pedro C. Esteves
Sociedade \ terça-feira, abril 13, 2021
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“Os cidadãos propuseram, trabalharam com os seus representantes eleitos”, e, porque a pretensão “era justa, ela concretizou-se”, referiu o presidente da Junta de Freguesia de Caldelas.

O memorial ao combatente erguido no último fim-de-semana na vila de Caldas das Taipas é exemplo do que o poder local pode fazer por uma comunidade. Esta foi uma das ideias vincadas pelo presidente da Junta de Freguesia de Caldelas no seguimento da cerimónia de homenagem ao antigo combatente no passado sábado.

Segundo Luís Soares, a proposta de edificação deste monumento partiu de antigos combatentes, em 2019. “Os cidadãos propuseram, trabalharam com os seus representantes eleitos”, e, porque a pretensão “era justa, ela concretizou-se”, salientou o autarca

“A edificação consagra uma das dimensões mais nobres da intervenção cívica e política, que é a de, num regime democrático, tipicamente representativo, abrir espaço para a democracia direta, para a participação dos cidadãos, algo que raramente vemos”, sustentou Luís Soares.

Esta nova estrutura que nasceu na confluência entre a rua Padre Silva Gonçalves e Avenida 25 de Abril é também um reconhecimento “dos serviços prestados dos antigos combatentes”. “A edificação de um memorial de homenagem aos combatentes permite fazer perdurar na memoria coletiva a ideia de que houve um passado, houve um presente e continuará a haver no futuro mulheres e homens portugueses que protegem os nossos valores e país.”

 

Uma questão de memória

A cerimónia contou com a presença e discursos da secretária de Estado dos Recursos Humanos e Antigos Combatentes, Catarina Sarmento e Castro, do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança e de Joaquim Chito Rodrigues, presidente da Liga dos Combatentes.

Sob o signo da importância da memória histórica, Domingos Bragança reforçou o papel relevante destes memoriais – “e este está muito bem conseguido”, adiu. Apesar de haver várias estruturas semelhantes pelo concelho, esta “é fundamental” por ter sido erguido numa “tão importante e simbólica” vila, disse.

Este tipo de homenagens, salientou o presidente da CMG, ressalvam o papel basilar da memória: “Sem memória histórica nós não conhecemos como país, como nação e não vislumbramos um caminho seguro do futuro. A primeira condição da nossa memória histórica é homenagear aqueles que, chamados a defender a sua pátria, disseram sim”.

Um anúncio esperado

A secretária de Estado dos Recursos Humanos e Antigos Combatentes, Catarina Sarmento e Castro, terminou o leque de intervenções e trouxe a boa-nova: o Tribunal de Contas deu aval ao contrato para produção dos cartões do ex-combatente e viúvos ou viúvas. Tratava-se do “passo que faltava” para que estes cartões se materializassem.

No seu discurso, a secretária de Estado sublinhou “o profundo reconhecimento do Estado português” aos militares.

A cerimónia em Caldas das Taipas realizou-se um dia após o Dia Nacional dos Combatentes, assinalada em 09 de abril. Esse foi o dia de La Lys, batalha da Primeira Guerra Mundial ocorrida em 1918, no norte de França, com a intervenção do Corpo Expedicionário Português.