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Juntos por Guimarães pede contas discriminadas da Taipas Turitermas

José Henrique Cunha
Política \ sexta-feira, abril 23, 2021
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A coligação JpG pede as contas da cooperativa, discriminadas com todos os preços sociais aplicados de acordo com contrato programa . Esta foi uma reivindicação feita na última Assembleia de Freguesia.

A coligação tem vindo a questionar ao longo das últimas assembleias de freguesia a existência ou inexistência, segundo JpG, de preços sociais nos serviços prestados pela cooperativa Taipas Turitermas. Ainda segundo a coligação, aparentemente, os preços sociais constariam do contrato programa celebrado com a CMG, contudo, e após esta bancada ter solicitado essa informação, a reposta obtida não terá sido satisfatória.

Objetivamente, JpG quer saber se as pessoas com dificuldades económicas, e até referenciadas, têm um desconto efetivo sobre a tabela de preços praticados pela cooperativa, nos serviços médicos e de assistência.

A coligação chegou à conclusão de que esses preços sociais não existem, portanto, uma pessoa com dificuldades económicas paga o mesmo do que uma pessoa com rendimentos mais elevados. Nesse sentido, JpG afirma que o contrato programa celebrado é uma forma ilícita de financiar a Taipas Turitermas para mascarar a má gestão.

Continua dizendo, que se numa primeira fase entendia que este contrato programa serviria para pagar o polidesportivo, neste momento, as transferências do Município destinam-se a cobrir os défices de gestão corrente.

A coligação Junto por Guimarães diz não ser contra a transferência de verbas para a vila, contudo, não aceita que estas transferências se percam numa gestão ineficiente, programada para satisfazer clientelas políticas.

O membro da coligação, Franclim Freitas, enfatizou a preocupação daquela bancada, dado que, se a a gestão já era deficitária, as notícias dos últimos dias com a dispensa de médico Hélder Pereira irá agudizar na sua opinião os resultados dessa má gestão.

Franclim Freitas perguntou ainda se a Junta de Freguesia tem noção de que, apesar das transferência oriundas no Município num total, nas suas contas, já superior a um milhão de euros, a cooperativa apresenta resultados transitados negativos de um milhão e quatrocentos mil euros, bem como, uma dívida na ordem de seis milhões euros. Para a coligação, oito milhões de euros bem investidos tornariam a vila numa das mais apelativas do país.

O presidente da Junta de Freguesia, Luís Soares, deu nota que o executivo acompanha com tristeza todo o ruído que tem sido feito à volta da cooperativa Taipas Turitermas e deseja que todos aqueles que têm responsabilidades possam ter a capacidade de colocar os interesses da cooperativa e de Caldas das Taipas em primeiro lugar. Incitou ainda Franclim Freitas, caso tenha dúvidas sobre a legalidade do que se está a passar na cooperativa, a colocar essas mesmas dúvidas junto das instituições judiciais para apurar se têm fundamento ou não. E terminou pedindo colaboração institucional.

A coligação não tendo ficada satisfeita com a resposta da Junta de Freguesia, diz-se solidária com o executivo no sentimento de desejar o melhor à cooperativa, no entanto, diz não estar disponível para cooperar com aquilo que entende não ser correto, e nesse sentido, para cabal esclarecimento em relação à existência dos tais preços sociais,  interpelou a mesa da Assembleia de Freguesia no sentido de pedir as contas detalhadas da cooperativa onde fosse possível aferir o número de consultas, atos médicos e serviços prestados com aplicação dos preços de tabela e, separadamente, com aplicação dos desconto ao abrigo dos preços sociais, desde o inicio do contrato programa.