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Já votaram todos os candidatos à Junta de Freguesia. Eis o que disseram

Pedro C. Esteves
Política \ domingo, setembro 26, 2021
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Nas eleições em que se decide o futuro "da nossa freguesia e do nosso concelho", os taipenes são chamados a votar. Os cinco candidatos à Junta de Freguesia de Caldelas perspetivam o dia eleitoral.

Os taipenses são chamados pela 13.ª vez a votar nos orgãos autárquicos. Há quatro anos, a percentagem de votantes fixou-se nos 65%. Todos os candidatos fazem o apelo à participação da comunidade. Luís Soares, Constantino Veiga, Jorge Freitas, Rui Antunes e Isaque Mendes votaram durante a manhã e falaram ao Reflexo acerca de um dia "importante para a democracia".

 

Luís Soares (Partido Socialista)

"Nós procuramos fazer essa pedagogia [de apelo à participação] nas sessões de esclarecimento que fizemos com os cidadãos. Mais do que um apelo ao voto num determinado partido, foi um apelo a que as pessoas participem e exerçam esse direito (que é simultaneamente um dever). Nos atos eleitorais autárquicos a participação tem mais adesão. Tenho confiança que a comunidade vá dar essa resposta e esse sinal. No fundo, para que possamos continuar a construir uma comunidade coesa, unida e sempre democrática. Os atos eleitorais são sempre momentos em que os cidadãos fazem as suas escolhas e até que as urnas encerrem há sempre um nervoso de quem tem expetativa de poder vencer um ato eleitoral. A minha maior preocupação é de que todos os cidadãos exerçam o seu direito em segurança.

 

 

Constantino Veiga (Juntos por Guimarães)

"Fizemos um trabalho muito profundo na procura do esclarecimento aos cidadãos eleitores, de levar uma mensagem lúcida às pessoas. Foi um contacto que considero útil e que me acabou por me dar otimismo. Consegui contactar com pessoas que vão pela primeira vez votar numas eleições autárquicas, não serão muitas. Há uma coisa que para mim é fundamental, não adianta estar nervoso, já tenho muitos anos de junta de freguesia e contacto com a população. Qualquer resultado nestas eleições será um ganho. A carga de nervosismo é relativamente baixa, não estou à procura de nada. A idade que tenho permite-me olhar para as coisas com tranquilidade. A taxa de nervosismo existe sempre, mas, em mim, acaba por não se refletir".

 

Jorge Freitas (Coligação Democrática Unitária)

"Sinto que a juventude começa a ter mais peso no voto, sentem que é o futuro deles que está em jogo e podem mobilizar-se mais para a vinda às urnas. Eu já fui candidato como cabeça de lista pela CDU em Donim e em Leitões, Oleiros e Figueiredo; agora, coube-me na minha terra, a minha paixão pela vila é divinal. Estou de consciência tranquila, estou calmo. Na terça-feira lá estarei na empresa Herdmar para trabalhar, estou calmo. Durante a campanha ouvi preocupações, destaparam-se carências e a população foi-me transmitindo isso. É para combater essas dificuldades, que me vou bater caso os taipenses depositem a sua confiança em mim".

 

Rui Antunes (Bloco de Esquerda)

"Acho que é muito importante as pessoas votarem, nestas eleições escolhemos o destinos da nossa freguesia, do nosso concelho. Sendo uma eleição de proximidade, as decisões que estão em causa são as decisões que nos afetam diariamente. Na questão da afluência às urnas, a questão pandémica poderá eventualmente levantar algumas questões que façam com que as pessoas não tenham tanto conforto em sair à rua. Nestas eleições autárquicas temos mais mesas [do que nas presidenciais], há todas as condições sanitárias para exercermos o nosso direito de voto. Há sempre alguma expetativa nestes dias, sabemos que estas eleições são mais difíceis, há mais candidaturas. Esperemos que corra bem".

 

Isaque Mendes (Chega)

"Acho que a abstenção não vai mudar muito, pode reduzir um pouco. Penso que as pessoas olham para as eleições autárquicas como um dia diferente do das eleições presidenciais, legislativas. Isto porque estão a votar para o futuro da sua terra, e isso é muito importante. É um dia diferente, é um dia que nunca tive. Se me perguntassem há quatro anos se estaria nesta situação, eu diria que não. Sinto alguma normalidade, como se fosse um dia em que vou votar. Só logo é que vamos ver o que nos diz a realidade. Que seja o que Deus quiser, vai ser um bom dia para a democracia".