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GUIdance volta a passar pela Escola Secundária de Caldas das Taipas

Tiago Dias
Cultura \ quarta-feira, janeiro 14, 2026
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Presentes no festival de dança contemporânea, os coreógrafos Joana Von Mayer Trindade e Hugo Calhim Cristóvão estarão na escola em 13 de fevereiro. Visitas procuram despertar sensibilidade artística.

Criado em 2011, o GUIdance regressa para a 15.ª edição entre 5 e 14 de fevereiro, com nove espetáculos que têm como palcos o Grande Auditório Francisca Abreu, o Teatro Jordão e a black box do Centro Internacional das Artes José de Guimarães, no centro de Guimarães, e várias iniciativas de divulgação, que incluem a passagem pela Escola Secundária de Caldas das Taipas (ESCT), tal como aconteceu no ano anterior.

A iniciativa “Embaixadas da dança” percorre as quatro escolas secundárias do concelho de Guimarães, passando pela ESCT em 13 de fevereiro. A partir das 10h10, a escola recebe os coreógrafos Joana Von Mayer Trindade e Hugo Calhim Cristóvão, autores de “Quando Vem A Taciturna De Limiar Em Limiar O Presente Frágil”, peça em estreia absoluta no festival, que vai ser exibida no dia 14 de fevereiro, a partir das 18h30, no Pequeno Auditório do CCVF.

No âmbito da iniciativa, os criadores partilham “o seu percurso, a sua experiência de vida e as suas visões artísticas em contexto de sala de aula”, com os alunos a serem convidados para assistir ao respetivo espetáculo.

“Queremos proporcionar experiências para além da dança. Podemos proporcionar a jovens caminhos que desconheciam. Não sabemos qual o impacto no futuro da vida deles. É muito importante estes alunos estarem com artistas (…) É muito interessante perceber as duas dinâmicas: irem antes e depois do espetáculo. Uma abre apetite para ver o espetáculo. E outra depois do espetáculo, em que a conversa tem mais profundidade”, salientou Francisco Neves, diretor da equipa de Educação e Mediação Cultural da cooperativa municipal A Oficina, durante a apresentação do festival, na terça-feira.

O presidente da cooperativa municipal, Esser Jorge Silva, enalteceu o “entusiasmo muito grande” da equipa d’A Oficina em torno do GUIdance, um festival que versa sobre o “diálogo do corpo com o espaço, o movimento gracioso, de harmonia e de rotura, expressando todas as hipóteses de liberdade” à mercê do ser humano, e vincou que as iniciativas educativas procuram dotar o território de maior sensibilidade artística.

“O objetivo não é doutrinar, mas fazer com que os artistas que nos visitam participem nessa capacitação do nosso território, afaguem os membros da nossa comunidade e que esse afagar tenha um contributo para a capacitação cultural e artística. Não quer dizer que vamos produzir artistas e executantes, mas vamos dotar o nosso território de maior compreensão da sensibilidade artística. Esse objetivo será reforçado nos próximos anos. É esse o nosso caminho”, descreveu.

A 15.ª edição do GUIdance arranca a 5 de fevereiro, com “O salvado”, coreografia a solo da reconhecida coreógrafa portuguesa Olga Roriz, e encerra com “Chotto desh”, a peça com maior circulação a nível mundial da britânica Akram Khan Company, a 14 de fevereiro, a partir das 21h30, perante um Grande Auditório Francisca Abreu que já está praticamente esgotado. O orçamento do festival ronda os 130 mil euros, como em anos anteriores.

 

15.ª edição do GUIdance - programa